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Grupo é investigado por golpe do intermediário em Goiás

Os criminosos localizavam anúncios reais em plataformas de compra e venda e se passavam por intermediários da negociação

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Pedro Canguçu
 Pagamento era feito via Pix para uma conta indicada pelos fraudadores | Divulgação/Pix

Pagamento era feito via Pix para uma conta indicada pelos fraudadores | Divulgação/Pix

Um grupo criminoso suspeito de aplicar o chamado golpe do intermediário é alvo de uma operação da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), deflagrada nesta quinta-feira (9).

A ação, realizada pela 8ª Delegacia de Polícia, cumpriu quatro mandados de busca e apreensão em Santo Antônio do Descoberto (GO) e determinou o bloqueio de ativos financeiros dos investigados. Segundo a corporação, o grupo é responsável por pelo menos 15 fraudes eletrônicas registradas no Distrito Federal entre 2024 e 2025.

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De acordo com a investigação, os criminosos localizavam anúncios reais em plataformas de compra e venda e se passavam por intermediários da negociação. Enquanto convenciam o vendedor de que o comprador era uma pessoa de confiança, faziam o comprador acreditar que negociava diretamente com o proprietário do bem.

O pagamento era feito via Pix para uma conta indicada pelos fraudadores e, após a entrega do produto, as vítimas percebiam que haviam caído no golpe.

A PCDF informou que o prejuízo comprovado é de R$ 15 mil, mas acredita que o valor seja maior, já que podem existir vítimas em outros estados. Os investigadores também identificaram que os recursos eram transferidos para contas de terceiros e familiares e rapidamente distribuídos para dificultar o rastreamento do dinheiro.

Os principais alvos da operação são cinco moradores de Santo Antônio do Descoberto (GO), quatro homens e uma mulher, apontados como responsáveis pela aplicação dos golpes e pela movimentação dos valores obtidos. Um dos investigados, de 29 anos, possui antecedentes por crimes patrimoniais e homicídio em Goiás.

Além das buscas, a Justiça autorizou o acesso aos dados dos aparelhos eletrônicos apreendidos e determinou o bloqueio de até R$ 14.650 em ativos financeiros dos investigados. Ao fim das investigações, eles poderão responder por estelionato mediante fraude eletrônica, associação criminosa e lavagem de dinheiro.

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