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Brasil

Grupo de moradores se une para reconstruir Novo Hamburgo (RS)

Cidade, localizada no Vale dos Sinos, foi uma das mais afetadas pelas enxurradas que atingiram o Rio Grande do Sul

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Novo Hamburgo ainda está debaixo d'água | Jurgen Mayrhofer/ SSPS
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A cidade de Novo Hamburgo, no Vale dos Sinos, foi uma das mais afetadas pelas enxurradas que atingiram o Rio Grande do Sul. Um grupo de moradores da cidade se uniu para ajudar na reconstrução e no resgate de pessoas e animais.

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Localizada a cerca de 100 quilômetros de Porto Alegre, Novo Hamburgo segue embaixo d'água. O Rio dos Sinos ainda está alto. Em um bairro do município, é possível ver sofás e eletrodomésticos em cima dos telhados. Casas, carros, tudo se perdeu.

Um grupo de moradores, desde o início da enchente, ajuda a comunidade. O Lucas resgatou uma cachorrinha grávida, há 15 dias, e voltou ao local neste sábado (18).

"Eu quebrei [um telhado] mais pro lado, quando ela conseguiu tirar o focinho, ela deu uma respirada, aí eu quebrei lá em baixo, empurrei ela por debaixo d'água e tirei", conta ele.

No bairro de Vila Palmeira, a água teima em não baixar. O posto de saúde e a creche continuam embaixo d'água. E a situação não tem expectativa de melhorar.

A força do Rio dos Sinos foi tanta, que arrebentou o dique e alagou a casa de bombas, responsável pelo escoamento da água. Sem isso, a água baixa muito devagar.

"Nós estávamos, na verdade, tranquilos, não vai bater no dique. A água chegou no dique e parecia cachoeira, vindo por cima", diz o morador Gilvânio Silva.

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Uma alternativa seriam bombas flutuantes, mas que ainda não chegaram à comunidade. "Tem que ter as bombas para tirar a água de dentro da vila, se não tirar a água, não vai baixar", afirma outra moradora.

Pai e filho trabalham para recuperar o pouco que restou. "Perdi tudo, temos só a roupa do corpo, né?", diz o pai, Mário Correia. O filho, Roberto, lembra do momento que tiveram que sair de casa:

"Eu falei pro meu pai, olha pai, vamos deixar tudo que a gente construiu pra trás e vamos salvar nossas vidas que é o que a gente tem de mais raro. Não tem como recuperar uma vida", relata.
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