Brasil

Governo tem superávit de R$ 12,6 bi em dezembro, mas déficit primário atinge R$ 70,1 bi no acumulado de 2025

Desempenho positivo no último mês do ano passado contrasta com o resultado final de 2025, que foi pior do que o registrado em 2024

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Esplanada dos Ministérios e Congresso Nacional, em Brasília | Senado/Agência Senado

O governo central terminou dezembro de 2025 no azul, com um superávit primário de R$ 12,6 bilhões, mas o alívio durou pouco. Ao fechar as contas de todo o ano, o resultado foi um déficit de R$ 70,1 bilhões, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (21) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), com base nas informações do Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi).

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O dado chama atenção porque o desempenho positivo no último mês do ano contrasta com o resultado final de 2025, que foi pior do que o registrado em 2024. No ano anterior, o déficit havia sido de R$ 45,8 bilhões, considerando valores corrigidos.

Em dezembro, a receita líquida do governo somou R$ 240,2 bilhões, mas apresentou queda real de 2,5% em relação ao mesmo mês de 2024. Já as despesas alcançaram R$ 227,6 bilhões, com crescimento real de 2,9% no mesmo período.

A arrecadação administrada pela Receita Federal cresceu R$ 14,2 bilhões, alta real de 8,8%. Também houve aumento na arrecadação destinada à Previdência Social, que subiu R$ 3,1 bilhões. Em sentido oposto, as receitas não administradas pela Receita Federal recuaram R$ 17,2 bilhões, principalmente por causa da queda em dividendos e participações. Com as transferências obrigatórias, a receita líquida total diminuiu R$ 6,1 bilhões no mês.

No acumulado de 2025, a receita líquida cresceu 2,4% em termos reais, com aumento de R$ 54,3 bilhões, puxada principalmente pelas receitas administradas pela Receita Federal, que avançaram 4,8%.

As despesas também seguiram em alta. Em dezembro, o crescimento real foi de R$ 6,4 bilhões, impulsionado por gastos com benefícios previdenciários, pagamento de pessoal e despesas do Poder Executivo. Ao longo de todo o ano, as despesas aumentaram R$ 78,6 bilhões, alta real de 3,3%, influenciada por gastos com Previdência, Fundeb, benefícios assistenciais e pagamento de precatórios.

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