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Governo de SP conclui remoção de 802 famílias na Favela do Moinho

Plano deve terminar em 2026 com auxílio-moradia e moradia gratuita para parte dos cadastrados

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Antonio Souza
Favela do Moinho foi palco de embates entre os governos federal e estadual ao longo de 2025 | Rovena Rosa/Ag. Brasil

Favela do Moinho foi palco de embates entre os governos federal e estadual ao longo de 2025 | Rovena Rosa/Ag. Brasil

O Governo de São Paulo afirmou nesta quinta-feira (1º) que encerrou 2025 com 802 mudanças concluídas de moradores e comércios da Favela do Moinho, na região central da capital paulista.

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O número representa mais de 90% dos cerca de 880 grupos familiares cadastrados na comunidade, cujo reassentamento começou em abril de 2025.

O trabalho, liderado pela Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), faz parte do Casa Paulista, maior programa habitacional da história do estado.

Ainda restam aproximadamente 100 mudanças para a conclusão total do plano, prevista para 2026.

O que está acontecendo na Favela do Moinho?

A Favela do Moinho foi palco de embates entre os governos federal e estadual ao longo de 2025.

O território pertence à União, que pediu que as famílias se deslocassem da região. Segundo o CDHU, muitas viviam em condições de insegurança, pois a área está localizada às margens de estações de trem e sob fios de alta tensão, fatores que podem provocar incêndios.

O caso rendeu protestos de moradores, que chegaram a bloquear linhas férreas e montar barricadas na região.

Em maio de 2025, o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos suspendeu o processo de cessão da área.

A pasta afirmou que a “União não compactua com qualquer uso de força policial contra a população”, alegando que a remoção das famílias fosse forçada.

Em nota ao SBT News, o governo do Estado de São Paulo informou que "ações seguem em andamento normalmente". "A discussão sobre a futura destinação do terreno poderá ocorrer paralelamente, sem prejuízo às medidas em curso."

O governo federal também se comprometeu a repassar a área ao estado para a construção de um parque e de uma estação de trem.

Para atender a todos os cadastrados, o governo estadual disponibilizou 1,5 mil imóveis, sendo mais de mil na região central de São Paulo, para quem desejasse continuar morando no centro.

Outra opção foi a livre escolha do imóvel em qualquer município de SP, desde que dentro das regras do programa. Em ambos os casos, o imóvel deve custar até R$ 250 mil.

O programa garante moradia gratuita para famílias com renda mensal de até R$ 4,7 mil. Quem escolhe unidades ainda em construção também recebe benefícios previstos pelo programa.

Segundo o governo, as mudanças incluem não apenas famílias, mas comércios cadastrados na área.

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