Família pede justiça após jovem morrer em acidente semelhante ao que matou o pai há 15 anos
Gabriel foi atingido ao fazer entregas por motorista bêbado, diz família; pai era gari e foi atropelado também

Alvaro Nocera
Caroline Vale
com Primeiro Impacto
A morte de um jovem motociclista em um acidente de trânsito na zona norte de São Paulo reacendeu a dor de uma família que já havia enfrentado uma tragédia semelhante em 2011. Gabriel, de 18 anos, morreu após ser atingido por um carro enquanto trabalhava fazendo entregas. Segundo familiares, o motorista apresentava sinais de embriaguez e não teria prestado socorro após a colisão.
A mãe do rapaz, Aparecida Simone da Silva, contou ao SBT que recebeu a notícia após policiais irem até a casa da família informando que o filho havia se machucado. No entanto, ao chegar ao hospital, ela foi informada da gravidade dos ferimentos. De acordo com o relato, Gabriel sofreu múltiplas fraturas e não resistiu.
A revolta da família aumentou porque, segundo a mãe, o motorista teria se recusado a realizar o teste do bafômetro e o exame de sangue, embora o laudo policial apontasse sinais de embriaguez. Ainda conforme os familiares, o condutor estaria com a habilitação vencida e o veículo com documentação irregular.
Testemunhas e parentes afirmam também que o motorista teria tentado deixar o local sem prestar socorro. A família cobra a prisão do responsável e uma investigação rigorosa.
Pai de Gabriel morreu nas mesmas circunstâncias
A família viveu um drama semelhante em outubro de 2011. Naquele ano, o pai de Gabriel morreu após ser atropelado por um motorista embriagado enquanto trabalhava como gari. Segundo os parentes, o responsável pagou fiança e respondeu ao processo em liberdade.
Na época, o SBT cobriu o caso e registrou o sofrimento de Gabriel no colo da mãe. Quinze anos depois, os familiares dizem reviver o sentimento de injustiça.
"Eu passei tudo isso com meu marido. Meu marido estava trabalhando. Ele veio bêbado, atropelou, matou meu marido. Ele tentou fugir, os motoqueiros pegaram ele e ele foi solto porque pagou fiança, tá solto", lamentou Aparecida.

A Polícia Civil investiga as circunstâncias do acidente que vitimou Gabriel. "A sensação é que eu estou num pesadelo horrível, eu vou acordar e eu vou chegar em casa e meu filho vai estar lá. Mas isso não vai acontecer. Só tem as roupas do meu filho em casa. Ele nunca mais vai voltar para mim."
"Eu peço justiça pela vida do meu filho, já que não fizeram nem pelo pai dele", disse a mãe.









