Entenda novas regras para contratos de distribuição de energia no Brasil
Diretor-presidente da Associação Brasileira de Companhias de Energia Elétrica (ABCE) disse que, a princípio, diretrizes não devem impactar preço da tarifa
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Felipe Moraes
Energia elétrica | Marcello Casal Jr./Agência Brasil
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Na semana passada, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, anunciou uma série de novas regras para distribuidoras de energia no Brasil. As normas, que também constam em decreto mais amplo publicado pelo governo federal na sexta-feira (21), orientam a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) nos contratos firmados com empresas. Entenda como vão funcionar essas diretrizes no programa Brasil Agora desta segunda (24).
O diretor-presidente da Associação Brasileira de Companhias de Energia Elétrica (ABCE), Alexei Vivan, explicou o assunto no programa Brasil Agora desta segunda (24). Ele reforçou que a definição de índices é específica para cada concessionária.
"Caberá agora à Aneel definir também metas de qualidade de atendimento. Decreto traz obrigação de concessionárias de definir planos de investimento para cada ciclo tarifário. A cada quatro anos, a Aneel revisa a tarifa", apontou.
Um dos pontos é a pesquisa de satisfação do cliente. "Agora, a ideia é que isso ganhe peso maior para que Aneel revise tarifas e para que haja prorrogação das concessões", completou.
Vivan ponderou que várias dessas regras já existem, mas que o objetivo do decreto é "tornar um pouco mais rígidas essas metas a serem definidas pela Aneel". "Vivemos momentos de eventos climáticos extremos e temos rede elétrica predominantemente aérea. Concessionárias vêm sofrendo pro conta disso", disse.
"Ideia das diretrizes é para que haja investimento na melhoria da prestação do serviço. Ou seja, redução da quantidade de interrupção ou do prazo de religação, quando há interrupção", continuou.
O diretor-presidente da ABCE reforçou que, a princípio, as diretrizes não devem impactar preço da tarifa de energia.
"É calculada pela Aneel, que faz revisão a cada quatro anos. E tem reajuste pela inflação anualmente. A ideia é que, cumprindo planos, não haja alteração. Mas se a empresa não cumprir, isso pode resultar na penalidade para a distribuidora, que, dependendo, pode representar redução da tarifa. Mas não é essa a intenção da regra", detalhou.
Assista ao Brasil Agora desta segunda (24)
Entenda novas regras para contratos de distribuição de energia no BrasilDiretor-presidente da Associação Brasileira de Companhias de Energia Elétrica (ABCE) disse que, a princípio, diretrizes não devem impactar preço da tarifaBrasil2024-06-24T13:10:37.076Z Na semana passada, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, anunciou uma série de . As normas, que também constam em decreto mais amplo publicado pelo governo federal na sexta-feira (21), orientam a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) nos contratos firmados com empresas. Entenda como vão funcionar essas diretrizes no programa Brasil Agora desta segunda (24). O diretor-presidente da Associação Brasileira de Companhias de Energia Elétrica (ABCE), Alexei Vivan, explicou o assunto no programa Brasil Agora desta segunda (24). Ele reforçou que a definição de índices é específica para cada concessionária. "Caberá agora à Aneel definir também metas de qualidade de atendimento. Decreto traz obrigação de concessionárias de definir planos de investimento para cada ciclo tarifário. A cada quatro anos, a Aneel revisa a tarifa", apontou. Um dos pontos é a pesquisa de satisfação do cliente. "Agora, a ideia é que isso ganhe peso maior para que Aneel revise tarifas e para que haja prorrogação das concessões", completou. Vivan ponderou que várias dessas regras já existem, mas que o objetivo do decreto é "tornar um pouco mais rígidas essas metas a serem definidas pela Aneel". "Vivemos momentos de eventos climáticos extremos e temos rede elétrica predominantemente aérea. Concessionárias vêm sofrendo pro conta disso", disse. "Ideia das diretrizes é para que haja investimento na melhoria da prestação do serviço. Ou seja, redução da quantidade de interrupção ou do prazo de religação, quando há interrupção", continuou. O diretor-presidente da ABCE reforçou que, a princípio, as diretrizes não devem impactar preço da tarifa de energia. "É calculada pela Aneel, que faz revisão a cada quatro anos. E tem reajuste pela inflação anualmente. A ideia é que, cumprindo planos, não haja alteração. Mas se a empresa não cumprir, isso pode resultar na penalidade para a distribuidora, que, dependendo, pode representar redução da tarifa. Mas não é essa a intenção da regra", detalhou. Assista ao Brasil Agora desta segunda (24) São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/entenda-novas-regras-para-contratos-de-distribuicao-de-energia-no-brasil