Ed Motta nega ter ofendido funcionário de restaurante e repudia acusação: "Infundada"
Cantor foi denunciado por injúria racial durante confusão em um restaurante na zona sul do Rio


Camila Stucaluc
O cantor Ed Motta negou ter feito ofensas preconceituosas contra um dos funcionários do restaurante Grado, no Jardim Botânico, zona sul do Rio de Janeiro. Em depoimento à polícia na terça-feira (12), o artista disse que repudia a acusação, afirmando que a denúncia é infundada.
O caso aconteceu no dia 2 de maio. Na ocasião, Motta foi flagrado arremessando uma cadeira dentro do restaurante durante uma discussão com funcionários. O desentendimento começou após o grupo do cantor pedir para não pagar a chamada “taxa de rolha”, valor cobrado por restaurantes quando clientes levam a própria bebida para consumo.
Ao todo, Motta e os amigos levaram sete garrafas de vinho, das quais cinco foram consumidas. Ele declarou que se sentiu “chateado e desprestigiado” pela cobrança na conta, alegando que nunca havia sido cobrado pela taxa nos nove anos em que frequenta o restaurante, tendo em vista o alto consumo no local.
Ao questionar o gerente, Motta foi informado de que a cobrança foi feita por conta de a mesa estar “cheia”, isto é, não estando ocupada apenas pelo cantor e a esposa, caso em que a taxa não seria cobrada. Frustrado, o cantor pegou uma cadeira e arremessou no chão, atingindo um funcionário de raspão, e disse que nunca mais voltaria ao local.
A confusão ganhou repercussão nas redes sociais. Um dos funcionários do restaurante acusou Motta de injúria racial, alegando que o cantor o chamou de “paraíba”. À polícia, o cantor negou a acusação, dizendo que “não ofendeu e jamais utilizou palavras pejorativas” para dirigir-se ao trabalhador ou a qualquer outro funcionário do estabelecimento.
Destacou, ainda, que é “neto de baiano e bisneto de cearense, possuindo amplo respeito pelos nordestinos” e que “é negro e gordo e repudia qualquer tipo de preconceito”.
Em relação à cadeira, Motta afirmou que agiu “sob influência da emoção” e que não pretendia atingir qualquer pessoa. Alegou, ainda, que saiu do local antes da confusão que se seguiu entre seus amigos e os funcionários do restaurante, a qual terminou com um cliente agredido por Nicholas Guedes Coppim, amigo do artista e agora investigado por lesão corporal. À polícia, o cantor disse que soube da briga apenas na manhã seguinte ao caso.









