Brasil

Dia do Pão celebra aquecimento do setor que mais emprega nos últimos 15 anos

Com aumento de padarias e demanda por padeiros, panificação alcança recorde histórico de empregos no Brasil

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O Dia do Pão é comemorado nesta quinta-feira, 16 de outubro, e o setor de panificação tem um motivo a mais para celebrar: o número de trabalhadores empregados é o maior dos últimos 15 anos. O setor emprega 568 mil trabalhadores formais atualmente.

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O Brasil é o maior mercado de padarias do mundo em número de estabelecimentos. Em 2024, o país atingiu a maior marca de estabelecimentos formais: 84,5 mil empresas, distribuídas em mais de 4 mil cidades.

Cada brasileiro consome, em média, quase 30 quilos de pão por ano. “Pão de manhã, pão de tarde, com cheiro do cafezinho. Depois do almoço, se tem um pãozinho sobrando, vai e come, todo dia”, conta o servidor público Gabriel Gonçalo.

Na panificadora de Yan Saeger, em Porto Alegre, as fornadas fresquinhas de croissant saem duas vezes ao dia. O empresário explica que a receita exige precisão.

“O croissant é extremamente delicado e todo o processo tem que estar sempre controlado. Conforme vai aumentando a temperatura, o verão vai chegando, a gente tá sempre tendo que aprender o que vai conseguir fazer aqui no container", diz.

O negócio de Yan começou há menos de seis meses, com apenas dois funcionários. Hoje, já são seis profissionais para atender à demanda. Um desafio para quem veio de uma área completamente diferente.

“Eu era de tecnologia, tinha uma startup de IA. Então, cara, é outro mundo. É muito mais palpável, tu consegue ver o que está acontecendo, corrigindo e melhorando. E lidar com funcionários também é uma experiência nova", ele explica.

O setor de panificação vive uma das fases mais aquecidas no Brasil. Para o especialista em competitividade da Firjan, Márcio Afonso, o crescimento é reflexo das mudanças no consumo.

“Quando a gente tem um crescimento da economia, como nós temos visto nos últimos anos, as padarias começam a se reinventar. Deixam de ser só um lugar para comprar pão e se tornam pontos de encontro locais, até para quem trabalha em home office”, conta Márcio.

A Federação das Indústrias do Rio de Janeiro afirma que faltam profissionais como Anilton Mendes, que atua há vinte anos na profissão. “É uma rotina puxada. De manhã cedo tem que ir para a padaria e sai de lá tarde...”, conta o padeiro.

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