Cultura

'Maximalismo': executivo que lançou a MTV no Brasil propõe filosofia que abraça a complexidade em 1º livro

Ao SBT News, Marcos Amazonas fala sobre sua primeira obra, a ser lançada em 18 de março, na Livraria da Travessa, em São Paulo

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Marcos Amazonas segura seu primeiro livro, 'Maximalismo' | Fotos: Reprodução Instagram/Arquivo pessoal

Marcos Amazonas segura seu primeiro livro, 'Maximalismo' | Fotos: Reprodução Instagram/Arquivo pessoal

O termo "maximalismo" tem muitos significados. No contexto artístico, refere-se a uma estética baseada no lema "mais é mais", valorizando o exagero proposital, a abundância de cores vibrantes e a mistura de estilos. Já na política, remonta ao início do século 20, com a defesa de uma postura socialista radical adotada pelos bolcheviques.

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O "maximalismo" pode ser também uma filosofia, como sugere o executivo Marcos Amazonas em seu primeiro livro. A ser lançado em 18 de março, em São Paulo, Maximalismo propõe que, diante da vida contemporânea, em que o "terreno" é instável e incerto, é preciso fugir da simplicidade e abraçar a complexidade.

"Eu tinha muitas angústias sobre como dirigir uma empresa e liderar uma equipe num mundo que muda com tanta constância. De repente, surge uma nova tecnologia, uma nova ferramenta, muda uma legislação", afirma Amazonas, executivo que lançou a MTV no Brasil e hoje atua como mentor de C-Level (nível mais alto de executivos e líderes), ao SBT News.
"Hoje, o terreno deixou de ser estrada e virou labirinto. Você não sabe o que vai acontecer. São muitas as questões: serei capaz de corresponder às expectativas que as pessoas têm de mim? A inteligência artificial vai tomar meu emprego? Como será o futuro da humanidade com as questões climáticas? Será que vale a pena fazer isso, fazer aquilo?", acrescenta.

Segundo Amazonas, o maximalismo pode ser aplicado no trabalho e em todas as áreas da vida. Antigamente, quando o mundo era mais sólido e menos líquido — como propôs o famoso sociólogo polonês Zygmunt Bauman em diversas obras —, acreditava-se que, em uma empresa, ordens deveriam ser cumpridas, não questionadas.

Hoje, com a liquidez do mundo pós-moderno, em que os jovens da geração Z passaram a procurar propósito e realização pessoal no trabalho, aqueles que ocupam cargos de chefia precisam aprender a "dançar conforme a música". Isso não significa ceder a caprichos, mas ter uma postura diferente com relação ao exercício da liderança.

"A primeira reação [ao comportamento da geração Z no ambiente corporativo], e também a mais fácil, é exercer a autoridade, só que a autoridade não desenvolve as pessoas. Você manda uma vez, duas vezes, na terceira ele faz igual. E se o funcionário está simplesmente respondendo a ordens, ele não é responsável", diz Amazonas.
"Como nós estamos em um terreno instável, inseguro, ninguém tem a visão da saída, a visão do caminho, porque ele muda sempre. Então você precisa de todos para ter várias visões e várias maneiras de enfrentar o terreno. Simplificar traz conforto, e aquela sensação de que o problema foi resolvido", acrescenta.

Maximalismo convida o leitor a expandir possibilidades, relações e criatividade para construir uma vida mais intensa e com mais propósito. Ao mesmo tempo, defende que, em meio ao excesso de estímulos, momentos de pausa e reflexão se fazem necessários para estimular novas ideias.

Além de criatividade e liderança no ambiente corporativo, Amazonas também discute o maximalismo no contexto da inteligência artificial e do impacto social, colocando sempre o potencial humano como elemento central. O livro não traz respostas prontas, segundo o autor, mas desconstrói uma série de certezas pré-estabelecidas.

Lançamento

Onde? Livraria da Travessa, no Shopping Iguatemi;

Quando? 18 de março, próxima quarta-feira, a partir das 19h.

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