Brasil

Desabamento em SP: prisão de sócio de construtora é mantida

Obra atingiu uma casa, matando seis pessoas; polícia ainda procura por dois representantes da empresa

Avatar de Camila Stucaluc
Camila Stucaluc
Prédio que desabou na Penha era alvo de ação desde 2021 | Reprodução

Prédio que desabou na Penha era alvo de ação desde 2021 | Reprodução

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) decidiu, na segunda-feira (14), manter a prisão de um dos sócios da construtora New Home. A empresa é responsável pela construção do prédio de 12 andares que desabou na Penha, zona leste de São Paulo.

📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! Clique aqui e siga o canal do SBT News.

A polícia ainda tenta cumprir outros dois mandados de prisão temporária expedidos contra representantes da empresa. Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), os alvos seriam o responsável técnico da obra e uma outra sócia de uma das empresas. O SBT News tenta contato com a construtora.

SBT News Logo

Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT,Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung, LG e Roku.

Siga no Google Discover

O desabamento do prédio ocorreu na madrugada do último sábado (14). A construção atingiu uma casa, provocando a morte de seis pessoas, incluindo uma gestante e uma criança. Um homem e uma criança foram localizados com vida e atendidos por equipes médicas.

O prédio já havia sido alvo de fiscalizações e de uma ação judicial por construção irregular pela prefeitura. De acordo com a gestão, o responsável pelo imóvel solicitou um alvará em 2019, mas o pedido foi indeferido. Após fiscalizações, aplicação de multas e a interdição da obra, a prefeitura entrou na Justiça, em 2021, pedindo a demolição de uma construção irregular existente no terreno.

Uma investigação foi instaurada na Controladoria Geral do Município (CGM) para apurar a fiscalização da obra. Na segunda-feira (14), os agentes ouviram a servidora da Subprefeitura Penha que fez, em 2024, a vistoria no local do acidente e atestou em laudo a demolição da estrutura construída irregularmente. Ela foi afastada das funções por 120 dias.

O órgão ainda determinou que sejam embargadas todas as obras em andamento na cidade das construtoras envolvidas no desabamento, visando “esclarecer os fatos e eventuais responsabilidades relacionados ao caso”. Os pedidos de alvarás que ainda estão em análise no Município solicitados por essas mesmas empresas também serão suspensos.

Últimas notícias