Conselho cobra explicações sobre caso de espancamento no Rio
Órgão ligado ao Ministério dos Direitos Humanos quer investigação sobre estrutura informal de segurança em região que resultou na morte de ciclista
Victor Schneider
Cláudio Rafael Landeira foi espancado e morreu em Copacabana | Reprodução/Redes sociais
O Conselho Nacional de Direitos Humanos (CNDH), ligado ao Ministério dos Direitos Humanos, protocolou um ofício com um pedido de explicações da Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro no caso que envolveu a morte por espancamento do ciclista Cláudio Rafael Landeiro, em Copacabana, em 12 de agosto.
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Landeiro foi brutalmente agredido durante a madrugada após dois homens suspeitarem que a bicicleta que portava tivesse sido roubada. Ele chegou a ser levado a um hospital, mas não resistiu ao quadro de traumatismo craniano e hemorragia interna.
Uma das exigências é averiguar se a região em que o crime ocorreu teria uma estrutura paralela de segurança em operação. O ciclista, que tinha deficiência cognitiva, foi abordado por um homem que se dizia segurança particular de um estabelecimento na rua Barata Ribeiro e não conseguiu explicar que a bicicleta seria de sua irmã.
Entendendo que Landeiro teria furtado o objeto, o segurança Davi Santos Machado começou a agredir o homem. Depois, dois entregadores de aplicativo se juntaram ao segurança nas agressões com socos, chutes e pauladas por cerca de sete minutos.
“É preciso apurar se há uma lacuna de segurança pública que deu lugar a uma prática ilegal de milícias contratadas por comerciantes”, disse Carlos Nicodemos, conselheiro do CNDH.
O ofício também cobra informações sobre a que pé está a investigação na Polícia Civil, com atualizações sobre as diligências realizadas e uma cópia do procedimento investigativo. O documento foi elaborado pela Relatoria Especial para o Enfrentamento do Discurso de Ódio, Extremismo e Neonazismo do CNDH e dá prazo de resposta de cinco dias a partir do recebimento.
Desde o episódio, quatro pessoas já foram presas – dois seguranças e os dois entregadores – e uma quinta é procurada pela polícia.
Conselho cobra explicações sobre caso de espancamento no RioÓrgão ligado ao Ministério dos Direitos Humanos quer investigação sobre estrutura informal de segurança em região que resultou na morte de ciclistaBrasil2026-08-26T18:30:49.186ZO Conselho Nacional de Direitos Humanos (CNDH), ligado ao Ministério dos Direitos Humanos, protocolou um ofício com um pedido de explicações da Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro no caso que envolveu a morte por espancamento do ciclista Cláudio Rafael Landeiro, em Copacabana, em 12 de agosto. 📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! e siga o canal do SBT News. Landeiro foi brutalmente agredido durante a madrugada após dois homens suspeitarem que a bicicleta que portava tivesse sido roubada. Ele chegou a ser levado a um hospital, mas não resistiu ao quadro de traumatismo craniano e hemorragia interna. Uma das exigências é averiguar se a região em que o crime ocorreu teria uma estrutura paralela de segurança em operação. O ciclista, que tinha deficiência cognitiva, foi abordado por um homem que se dizia segurança particular de um estabelecimento na rua Barata Ribeiro e não conseguiu explicar que a bicicleta seria de sua irmã. Entendendo que Landeiro teria furtado o objeto, o segurança Davi Santos Machado começou a agredir o homem. Depois, dois entregadores de aplicativo se juntaram ao segurança nas agressões com socos, chutes e pauladas por cerca de sete minutos. “É preciso apurar se há uma lacuna de segurança pública que deu lugar a uma prática ilegal de milícias contratadas por comerciantes”, disse Carlos Nicodemos, conselheiro do CNDH. O ofício também cobra informações sobre a que pé está a investigação na Polícia Civil, com atualizações sobre as diligências realizadas e uma cópia do procedimento investigativo. O documento foi elaborado pela Relatoria Especial para o Enfrentamento do Discurso de Ódio, Extremismo e Neonazismo do CNDH e dá prazo de resposta de cinco dias a partir do recebimento. Desde o episódio, quatro pessoas já foram presas – dois seguranças e os dois entregadores – e uma quinta é procurada pela polícia.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/conselho-cobra-explicacoes-sobre-caso-de-espancamento-no-rio
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