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Cinegrafista baleado durante operação no Rio recebe alta

Allan Cavalcante Moraes foi atingido na perna enquanto trabalhava em voo sobre área dominada pelo tráfico

Imagem da noticia Cinegrafista baleado durante operação no Rio recebe alta
Allan Cavalcante Moraes estava a bordo de um helicóptero quando foi atingido | Redes Sociais / Reprodução
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O cinegrafista Allan Cavalcante Moraes, de 38 anos, recebeu alta nesta quinta-feira (15). Ele foi baleado na perna na quarta-feira, enquanto trabalhava dentro de um helicóptero que sobrevoava uma área dominada pelo tráfico de drogas, durante uma operação da polícia no Rio de Janeiro.

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Allan prestava serviço para a Cedae, a Companhia de Saneamento Básico do Estado. A aeronave em que ele estava foi atingida por um disparo de traficantes durante uma troca de tiros no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. O cinegrafista foi socorrido e, após atendimento médico, recebeu alta.

Para Hilton Raiol, piloto e especialista em segurança, o planejamento de rotas e treinamentos operacionais específicos podem ajudar a evitar esse tipo de ocorrência. Segundo ele, fatores como definição de rotas e altitudes, identificação de áreas de risco, treinamento e pontos operacionais mais claros em locais onde há operações policiais são fundamentais.

Em fevereiro do ano passado, um helicóptero da Core, unidade especializada da Polícia Civil, foi atingido por criminosos durante uma operação em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. O motor da aeronave ficou danificado e o piloto precisou realizar um pouso de emergência após se chocar com fios de alta tensão. Ninguém ficou ferido.

No mês seguinte, o piloto de um helicóptero da Polícia Civil, Felipe Marques Monteiro, foi baleado durante uma operação na comunidade de Vila Aliança, em Bangu, na Zona Oeste da cidade. Mais um episódio em que uma aeronave foi atingida por bandidos. Um dos tiros de fuzil atingiu a cabeça de Felipe. Depois de nove meses de internação, ele se recupera em casa.

O governo do Rio de Janeiro anunciou que pretende reforçar a segurança das operações policiais com a compra de helicópteros blindados para a corporação. Treinamentos específicos para momentos de confronto já são realizados.

Especialistas em segurança garantem que tiros em helicópteros privados são raros e acontecem com mais frequência no Rio de Janeiro. Por isso, muitos donos de aeronaves fazem um seguro específico contra esse tipo de ocorrência.

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