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Cerimônia de despedida de Oscar Schmidt foi discreta e apenas com parentes próximos

Ídolo do basquete brasileiro morreu na sexta (17) aos 68 anos após parada cardiorrespiratória

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Oscar Schmidt, lenda do basquete brasileiro | Reprodução/Instagram

A cerimônia de despedida de Oscar Schmidt, morto na sexta-feira (18) aos 68 anos após uma parada cardiorrespiratória, foi realizada de "forma discreta e apenas com parentes próximos", informou a família do ídolo do basquete brasileiro em publicação nas redes sociais.

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"A família agradece, com carinho, todas as mensagens de apoio, força e solidariedade. A despedida foi realizada de forma discreta, apenas entre parentes próximos. Pedimos respeito e privacidade neste momento", diz a publicação.
Família de Oscar Schmidt agradece mensagens de apoio em publicação no Instagram | Reprodução
Família de Oscar Schmidt agradece mensagens de apoio em publicação no Instagram | Reprodução

O ex-jogador enfrentava uma batalha contra um tumor cerebral há mais de 15 anos e faleceu na tarde de ontem ao passar mal em sua casa, em Santana de Parnaíba, na Grande São Paulo. Conhecido como Mão Santa, Oscar foi levado de ambulância para o Hospital e Maternidade Municipal Santa Ana (HMSA), mas chegou à unidade sem vida.

O velório do ex-atleta aconteceu ainda na sexta-feira.

Vida e carreira

O ícone do basquete, Oscar Schmidt | Foto: reprodução/COB
O ícone do basquete, Oscar Schmidt | Foto: reprodução/COB

Oscar Daniel Bezerra Schmidt nasceu em 1958, em Natal (RN), mas iniciou sua trajetória no basquete apenas aos 13 anos. Sua carreira decolou rapidamente ao mudar-se para o Palmeiras em 1974, onde se destacou nas categorias de base e conquistou o bronze no Mundial de 1978 com a seleção principal. Em 1979, consolidou sua importância no cenário nacional ao vencer o Mundial Interclubes pelo Sírio.

A visibilidade internacional levou o "Mão Santa" para a Europa, onde viveu um dos períodos mais intensos de sua carreira. Na Itália, atuou por 11 temporadas entre o Juvecaserta e o Pavia, tornando-se o primeiro jogador a ultrapassar os 10 mil pontos no campeonato italiano e estabelecendo recordes históricos em quadra.

Sua história nas Olimpíadas é lendária, somando cinco participações entre 1980 e 1996. Oscar detém o título de maior cestinha da história dos Jogos Olímpicos, com 1.093 pontos, tendo sido o maior pontuador em três edições diferentes (Seul 1988, Barcelona 1992 e Atlanta 1996). Em 1988, ele estabeleceu recordes impressionantes que perduram, como a maior média de pontos e o maior número de pontos em uma única partida olímpica (55 contra a Espanha).

Em 1995, retornou ao basquete brasileiro para atuar em clubes como Corinthians, Mackenzie e Flamengo. Foi no clube carioca que Oscar alcançou a marca de 49.737 pontos, superando Kareem Abdul-Jabbar e tornando-se o maior cestinha da história do basquete mundial. Ele se aposentou das quadras em 2003, deixando um legado de dedicação extrema e recordes que o colocaram definitivamente no Hall da Fama da modalidade.

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