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Morre aos 68 anos Oscar Schmidt, principal nome do basquete brasileiro

Maior ídolo do basquete brasileiro, ex-jogador teve carreira de mais de 25 anos e protagonizou vitória histórica sobre os EUA no Pan de 1987

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Oscar Schmidt | Divulgação/COB
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Oscar Schmidt, o principal nome do basquete brasileiro, morreu nesta sexta-feira (17), aos 68 anos, em São Paulo. Até o momento, não há informações sobre a causa da morte. Segundo a assessoria, o ex-atleta chegou a ser socorrido após passar mal e recebeu atendimento médico.

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Oscar nasceu em Natal, mas conheceu o esporte no Clube Unidade Vizinhança, em Brasília. Em mais de 25 anos como profissional, foram inúmeros títulos representando o Brasil e vestindo as camisas de clubes brasileiros, espanhóis e italianos.

Ídolo da seleção brasileira, ele conquistou a medalha de ouro no Pan-Americano de 1987. O Brasil venceu os EUA por 120 a 115, tornando-se a primeira equipe a derrotar os norte-americanos em nos Estados Unidos. Oscar foi o cestinha da partida, com 46 pontos marcados.

Em 2011, o ex-jogador foi diagnosticado com um glioma de baixo grau (tumor cerebral), passando por duas cirurgias, quimioterapia e radioterapia. Após anos de tratamento, em 2022, declarou-se curado.

Vida e carreira

Oscar Schmidt - Reprodução
Oscar Schmidt - Reprodução

Oscar Daniel Bezerra Schmidt nasceu em 1958, em Natal (RN), mas iniciou sua trajetória no basquete apenas aos 13 anos. Sua carreira decolou rapidamente ao mudar-se para o Palmeiras em 1974, onde se destacou nas categorias de base e conquistou o bronze no Mundial de 1978 com a seleção principal. Em 1979, consolidou sua importância no cenário nacional ao vencer o Mundial Interclubes pelo Sírio.

A visibilidade internacional levou o "Mão Santa" para a Europa, onde viveu um dos períodos mais intensos de sua carreira. Na Itália, atuou por 11 temporadas entre o Juvecaserta e o Pavia, tornando-se o primeiro jogador a ultrapassar os 10 mil pontos no campeonato italiano e estabelecendo recordes históricos em quadra.

Sua história nas Olimpíadas é lendária, somando cinco participações entre 1980 e 1996. Oscar detém o título de maior cestinha da história dos Jogos Olímpicos, com 1.093 pontos, tendo sido o maior pontuador em três edições diferentes (Seul 1988, Barcelona 1992 e Atlanta 1996). Em 1988, ele estabeleceu recordes impressionantes que perduram, como a maior média de pontos e o maior número de pontos em uma única partida olímpica (55 contra a Espanha).

Em 1995, retornou ao basquete brasileiro para atuar em clubes como Corinthians, Mackenzie e Flamengo. Foi no clube carioca que Oscar alcançou a marca de 49.737 pontos, superando Kareem Abdul-Jabbar e tornando-se o maior cestinha da história do basquete mundial. Ele se aposentou das quadras em 2003, deixando um legado de dedicação extrema e recordes que o colocaram definitivamente no Hall da Fama da modalidade.

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