Casal é preso por "loja fake" de celulares para dar golpes
Jovem produzia conteúdos nas redes sobre temas jurídicos e também publicava dicas para evitar fraudes virtuais
Pedro Canguçu
Casal simulava a existência de um estabelecimento autêntico por meio de perfis falsos nas redes sociais | Divulgação/PCDF
Um casal investigado por criar uma falsa loja de celulares para aplicar golpes pela internet foi preso nesta sexta-feira (14), em São Paulo, durante uma ação da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF). Segundo a investigação, os suspeitos chegaram a montar uma espécie de "loja cenográfica", usada para produzir fotos e vídeos e convencer as vítimas de que os aparelhos anunciados realmente existiam.
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A ação foi conduzida pela 8ª Delegacia de Polícia, com apoio operacional da Polícia Civil de São Paulo (PCSP) e apoio de inteligência de uma plataforma de comércio eletrônico.
De acordo com a PCDF, o casal criava e administrava perfis falsos que reproduziam a identidade visual de uma loja verdadeira especializada na venda de celulares. Os suspeitos anunciavam smartphones e conduziam as negociações como se fossem representantes do estabelecimento. Após o pagamento, no entanto, os aparelhos não eram entregues.
Para tornar o golpe mais convincente, os investigados produziam as próprias fotos e vídeos de celulares, caixas e embalagens. O material era feito em um cômodo organizado para simular uma loja verdadeira e encaminhado às vítimas durante as negociações.
Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam dispositivos eletrônicos e caixas de aparelhos celulares que, segundo a investigação, eram utilizados na composição da "loja cenográfica".
Estudante de direito dava dicas para evitar golpes
A principal investigada é Micaelli Araújo, de 22 anos, estudante do 7º semestre de Direito e estagiária de um escritório de advocacia. Nas redes sociais, a jovem produzia conteúdos sobre temas jurídicos e também publicava dicas para evitar golpes virtuais e orientações sobre como desbloquear contas bancárias bloqueadas por suspeita de fraude.
Segundo a investigação, Micaelli é apontada como integrante do esquema da falsa loja de celulares. A PCDF identificou ainda movimentações financeiras consideradas atípicas e circulação de recursos entre pessoas relacionadas ao núcleo investigado.
O outro preso é Rafael dos Santos Damasceno, de 25 anos. De acordo com a PCDF, ele já responde a um processo por estelionato no Rio Grande do Sul, também relacionado a fatos envolvendo uma falsa loja virtual. Micaelli não possuía registros criminais anteriores identificados.
A Justiça determinou a prisão preventiva do casal, o cumprimento de quatro mandados de busca e apreensão em São Paulo e o bloqueio cautelar de até R$ 20 mil em ativos financeiros.
A investigação identificou diversas ocorrências relacionadas ao esquema no Distrito Federal, além de registros semelhantes em outros estados, indicando que os golpes não se restringiam a vítimas de uma única localidade.
Micaelli e Rafael poderão responder por estelionato mediante fraude eletrônica, crime com pena prevista de quatro a oito anos de reclusão, além de multa.
Os dispositivos eletrônicos apreendidos serão submetidos à perícia. A investigação continua para dimensionar a extensão das fraudes e incorporar os novos elementos obtidos durante as buscas.
Casal é preso por "loja fake" de celulares para dar golpesJovem produzia conteúdos nas redes sobre temas jurídicos e também publicava dicas para evitar fraudes virtuaisBrasil2026-08-14T11:07:55.012ZUm casal investigado por criar uma falsa loja de celulares para aplicar golpes pela internet foi preso nesta sexta-feira (14), em São Paulo, durante uma ação da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF). Segundo a investigação, os suspeitos chegaram a montar uma espécie de "loja cenográfica", usada para produzir fotos e vídeos e convencer as vítimas de que os aparelhos anunciados realmente existiam. 📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! e siga o canal do SBT News. A ação foi conduzida pela 8ª Delegacia de Polícia, com apoio operacional da Polícia Civil de São Paulo (PCSP) e apoio de inteligência de uma plataforma de comércio eletrônico. De acordo com a PCDF, o casal criava e administrava perfis falsos que reproduziam a identidade visual de uma loja verdadeira especializada na venda de celulares. Os suspeitos anunciavam smartphones e conduziam as negociações como se fossem representantes do estabelecimento. Após o pagamento, no entanto, os aparelhos não eram entregues. Para tornar o golpe mais convincente, os investigados produziam as próprias fotos e vídeos de celulares, caixas e embalagens. O material era feito em um cômodo organizado para simular uma loja verdadeira e encaminhado às vítimas durante as negociações. Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam dispositivos eletrônicos e caixas de aparelhos celulares que, segundo a investigação, eram utilizados na composição da "loja cenográfica". Estudante de direito dava dicas para evitar golpes A principal investigada é Micaelli Araújo, de 22 anos, estudante do 7º semestre de Direito e estagiária de um escritório de advocacia. Nas redes sociais, a jovem produzia conteúdos sobre temas jurídicos e também publicava dicas para evitar golpes virtuais e orientações sobre como desbloquear contas bancárias bloqueadas por suspeita de fraude. Segundo a investigação, Micaelli é apontada como integrante do esquema da falsa loja de celulares. A PCDF identificou ainda movimentações financeiras consideradas atípicas e circulação de recursos entre pessoas relacionadas ao núcleo investigado. O outro preso é Rafael dos Santos Damasceno, de 25 anos. De acordo com a PCDF, ele já responde a um processo por estelionato no Rio Grande do Sul, também relacionado a fatos envolvendo uma falsa loja virtual. Micaelli não possuía registros criminais anteriores identificados. A Justiça determinou a prisão preventiva do casal, o cumprimento de quatro mandados de busca e apreensão em São Paulo e o bloqueio cautelar de até R$ 20 mil em ativos financeiros. A investigação identificou diversas ocorrências relacionadas ao esquema no Distrito Federal, além de registros semelhantes em outros estados, indicando que os golpes não se restringiam a vítimas de uma única localidade. Micaelli e Rafael poderão responder por estelionato mediante fraude eletrônica, crime com pena prevista de quatro a oito anos de reclusão, além de multa. Os dispositivos eletrônicos apreendidos serão submetidos à perícia. A investigação continua para dimensionar a extensão das fraudes e incorporar os novos elementos obtidos durante as buscas.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/casal-e-preso-por-loja-fake-de-celulares-para-dar-golpes
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