Brasil

Cármen Lúcia critica violência em campanhas eleitorais e pede à Polícia Federal celeridade nas investigações

Sem citar casos, fala de ministra vem um dia após um integrante da campanha de Pablo Marçal ter agredido um assessor

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Yumi Kuwano
25/09/2024, 00:41 • Atualizado em 25/09/2024, 00:41
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Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

A presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Cármen Lúcia, disse que vai enviar um ofício para pedir celeridade aos órgãos responsáveis pelas investigações de casos de violência durante o processo eleitoral.

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"Estou encaminhando ofício à Policia Federal, ao Ministério Público Federal e aos presidentes dos Tribunais Regionais Eleitorais para que eles deem celeridade, efetividade e prioridade às funções que exercem, de investigação, acusação e julgamento de atos contrários ao Direito Eleitoral e agressivos à cidadania, aos casos de violência da mais variada deformação, que se vêm repetindo neste processo eleitoral em curso e que afrontam até mesmo a nobilíssima atividade da política, tão necessária", disse.

Durante a abertura da sessão administrativa desta terça-feira (24), a ministra criticou os recentes episódios de violência, sem citar casos, um dia após um integrante da campanha de Pablo Marçal (PRTB) à prefeitura de São Paulo ter agredido um assessor do prefeito e candidato à reeleição, Ricardo Nunes (MDB). O episódio ocorreu no fim de um debate do Flow na noite de segunda-feira (24).

Na fala, Cármen pediu que candidatos e assessores se deem ao respeito e que os partidos "tomem tenência", alertando que é são usados recursos públicos nas campanhas, portanto, os partidos não podem compactuar com episódios de violência.

"Não podem [partidos] pactuar com desatinos e cóleras expostas em cenas de vilania e desrespeito aos princípios básicos da convivência democrática", completou.

Há duas semanas, o candidato Datena (PSDB) agrediu Marçal com uma cadeira durante o debate realizado pela TV Cultura.

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