Brasil

Câmara do DF aprova projeto que autoriza uso de armas de choque e spray de pimenta por mulheres

Proposta cria programa de defesa pessoal em resposta ao aumento de casos de violência

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Camila Stucaluc
06/12/2024, 05:23 • Atualizado em 06/12/2024, 05:23
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Projeto possibilita o acesso de mulheres a spray de pimenta e armas de choque | Reprodução

Projeto possibilita o acesso de mulheres a spray de pimenta e armas de choque | Reprodução

A Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou, na quarta-feira (4), o projeto de lei que autoriza o acesso de mulheres a dispositivos de defesa pessoal, como armas de choque e spray de pimenta. A proposta, que segue para a sanção do governador Ibaneis Rocha (MDB), é uma resposta ao aumento de casos de violência contra mulheres.

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“Nossa prioridade é garantir que as mulheres do DF, especialmente as que estão em situação de risco, tenham ferramentas e conhecimento para se defenderem. Essa aprovação é uma vitória. Estamos promovendo mais do que segurança; estamos empoderando mulheres”, disse o deputado Hermeto (MDB), autor do texto.

Segundo o parlamentar, o projeto cria o Programa Distrital de Promoção da Defesa Pessoal e da Autoproteção Responsáveis para Mulheres. Nele, estão previstas aulas práticas de defesa pessoal, palestras e seminários ministrados por profissionais, abrangendo técnicas de defesa com e sem o uso de instrumentos, baseadas em artes marciais.

Em relação ao uso de instrumentos, o texto estabelece que apenas mulheres maiores de 18 anos poderão ter acesso a armas de choque. Também será necessária a aprovação em curso de orientação sobre uso do dispositivo, laudo psicológico atestando capacidade para uso da arma, comprovante de residência e ausência de antecedentes criminais.

Já o spray de pimenta poderá ser utilizado por mulheres a partir dos 16 anos. Menores de 18 anos, contudo, precisarão apresentar uma autorização dos responsáveis legais na hora da compra. A venda do produto será limitada a duas unidades por pessoa por mês.

Hermeto explicou que, em ambos os casos, os órgãos de segurança pública do DF serão responsáveis por oferecer cursos de capacitação, emitir certificados e fiscalizar o uso e a comercialização dos itens. “Este programa é uma ferramenta de proteção e um incentivo para que as mulheres tenham mais autonomia e confiança”, destacou.

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