Brasil

Brasil registrou 1 estupro a cada 6 minutos em 2023; mais de 60% das vítimas são meninas de até 13 anos

Número de vítimas quase dobrou entre 2011 e 2023, apontam dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública

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Yaly Pozza
18/07/2024, 16:43 • Atualizado em 18/07/2024, 23:32
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Violência contra criança\ Reprodução Marcello Casal -  Agência Brasil

Violência contra criança\ Reprodução Marcello Casal - Agência Brasil

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Os estupros registrados no Brasil têm aumentado. Somente em 2023 foram 83.988 casos notificados, um aumento de 6,5% em relação ao ano anterior, segundo dados do 18º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, divulgado nesta quinta-feira (18).

No primeiro registro, em 2011, o país contabilizava 43.869 casos de estupro ou estupro de vulnerável, o que significa que houve um crescimento de 91,5% no período.

As principais vítimas são crianças e pré-adolescentes. Os estupros de vulneráveis representam a maioria das ocorrências, com 76% dos casos. As vítimas com até 13 anos de idade representam 61,6% dos casos. Veja o perfil das vítimas:

- Meninas representam 88,2% das vítimas;

- A maioria (52,2%) são negras;

- 1 a cada 10 vítimas (11,1%) tem de 0 a 4 anos;

- 18% dos casos envolvem crianças de 5 a 9 anos;

- Um terço dos casos (32,5%) envolve crianças de 10 e 13 anos.

Outro dado alarmante é que 84,7% dessas crianças são estupradas por familiares ou conhecidos e 61,7% acontecem dentro de suas próprias residências. Considerando todas as faixas etárias, familiares são os agressores em metade dos casos de violência sexual no país.

Os estados com mais cidades no ranking das maiores taxas de agressão sexual são Mato Grosso, líder em estupros, Paraná, Pará, Acre, Amapá, Bahia, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Rondônia e Roraima, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo.

Violência contra mulher

Os números de violência contra a mulher também subiram. Em 2023, Foram 8.372 tentativas de homicídio de mulheres, o que significa um crescimento de 9,2%. Desse total, 33,4% foram tentativas de feminicídio, o que representa um crescimento de 7,1% em relação ao ano passado. Confira os aumentos em relação a outros crimes:

- Mulheres ameaçadas (16,5%);

- Violência psicológica (33,8%);

- Stalking (perseguição) (34,5%).

"No ano de 2023 foram 1.467 mulheres vítimas de feminicídio, o maior número já registrado desde que a lei foi criada. Essa quantidade é alta e não se distribui de forma homogênea pelo país. Enquanto a taxa nacional de feminicídio em 2023 é de 1,4 mulheres mortas por grupo de 100.000 mulheres, 17 estados têm taxas mais altas do que a média nacional", diz trecho do Anuário.

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