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Brasil registra recorde de conflitos no campo, mas área em disputa diminuiu em 2023

Estudo da Comissão Pastoral da Terra aponta que quase 1 milhão de pessoas foram afetadas

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SBT News
22/04/2024, 15:20 • Atualizado em 22/04/2024, 15:20
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PF faz operação para conter violência em terra indígena no RS (Polícia Federal/Divulgação)

PF faz operação para conter violência em terra indígena no RS (Polícia Federal/Divulgação)

O número de conflitos no campo atingiu recorde em 2023: 2.203 registros no Brasil (contra 2.050 no ano anterior), o que afetou a vida de 950.847 pessoas.

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As informações são do relatório anual da Comissão Pastoral da Terra (CPT), divulgado nesta segunda-feira (22), em Brasília.

O Norte aparece no relatório como a região com maior número de conflitos no país, com 810 ocorrências. Em seguida: Nordeste (665); Centro-Oeste (353); Sudeste (207) e Sul (168).

Apesar desse crescimento das disputas, a área contestada foi reduzida em 26,8%, e agora representa cerca de 59 mil hectares.

A terra esteve mais uma vez no centro da maior parte dos conflitos no campo, segundo a CPT. Foram 1.724 disputas por terra no ano passado, o que corresponde a 78,2% das ocorrências. Também houve conflitos por água (225 ocorrências) e registros de trabalho escravo contemporâneo na zona rural (251 ocorrências).

O relatório aponta ainda que mais da metade das disputas por terra (1.508) envolveram violência contra a ocupação e a posse e/ou contra a pessoa. De acordo com a comissão, no ano passado, 74.858 famílias foram atingidas por agressões desse tipo.

Entre os agentes causadores da violência nos conflitos por terra são citados fazendeiros (31,2%), empresários (19,7%), governo federal (11,2%), grileiros (9%) e governos estaduais (8,3%).

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