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ATL 2025: acampamento de indígenas em Brasília espera receber até 8 mil pessoas

Encontro marca luta pela não exploração de petróleo na Foz do Rio Amazonas; Lula reúne-se com cacique Raoni hoje (4)

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O ATL é a maior assembleia dos povos e organizações indígenas do Brasil. O primeiro ATL aconteceu em 2004, a partir de uma ocupação realizada por povos indígenas do sul do país | Divulgação/Marcelo Camargo/Agência Brasil
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A 21ª edição do Acampamento Terra Livre (ATL), em Brasília (DF), contará com indígenas de todos os nove países da Bacia Amazônica, além de delegações do Canadá, ilhas do Pacífico e Austrália, segundo a organização. Com esse reforço, a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) espera até 8 mil pessoas no evento que vai de 7 a 11 de abril.

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O mote deste ano é a defesa da Foz do Rio Amazonas, na Margem Equatorial. A Apib afirma que o apelo pela não exploração de petróleo na região vem do cacique Raoni – que se encontra com Lula nesta sexta (4) – e se resume em três reivindicações: demarcação de terras, combate ao racismo e rejeição ao petróleo e gás na Amazônia.

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O acampamento também marca a estratégia de consolidação da posição indígena quanto à Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 (COP30), marcada para novembro, em Belém.

No evento, as lideranças indígenas "pretendem ocupar o centro da discussão climática, exigindo acesso direto ao financiamento, salvaguardas e uma transição energética justa".

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Leia programação completa do ATL 2025:

+ 7/4: cerimônia de abertura com delegações indígenas internacionais;

+ 9/4: mesa sobre transição energética justa com mulheres indígenas do Canadá;

+ 10/4: marcha "A Resposta Somos Nós" com delegações internacionais;

+ 11/4: mesa sobre a participação das crianças indígenas como autoridades climáticas;

+ 11/4: pronunciamento internacional com lideranças do Pacífico e do G9.

Lula e Raoni

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vai se encontrar, às 10h20 de hoje, com o cacique Raoni Metuktire. A reunião será a aldeia Piaraçu, na Terra Indígena Capoto-Jarina, na região do Xingu, no Mato Grosso.

O petista entregará ao cacique a medalha Grã-Cruz da Ordem Nacional do Mérito, uma das mais altas honrarias da nação brasileira. Ela é entregue a brasileiros por serviços significativos ao Brasil.

Além do líder do povo Kayapó, Lula tem encontros com outras lideranças indígenas para discutir agricultura familiar, demarcação de terras e preservação ambiental.

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