Brasil

ANS define teto de 5,11% para reajuste de planos de saúde

Limite é o menor excluindo o período da pandemia; reajustes só poderão ser aplicados no mês de aniversário dos contratos

Avatar de SBT News
SBT News
Reajuste foi definido após reunião da diretoria da ANS | Reprodução

Reajuste foi definido após reunião da diretoria da ANS | Reprodução

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) definiu nesta sexta-feira (29) o teto de 5,11% no reajuste anual de planos de saúde individuais e familiares. É o menor percentual fixado pelo órgão com exceção ao período da pandemia da Covid-19.

O limite foi definido em reunião da diretoria da agência e segue agora para publicação no Diário Oficial da União.

O teto do reajuste será aplicado a 14,5% dos beneficiários dos convênios, cerca de 7,7 milhões de consumidores. A regra não engloba pessoas com contratos coletivos ou empresariais.

SBT News Logo

Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT,Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung, LG e Roku.

Siga no Google Discover

Por definição da ANS, os valores só podem ser alterados no mês de aniversário dos contratos. Os que foram firmados em maio e junho, a nova cobrança deve começar em julho ou agosto, retroagindo até o mês em questão.

O cálculo do reajuste segue a metodologia adotada desde 2019 e considera dois fatores principais: o aumento das despesas assistenciais das operadoras e a frequência de utilização dos serviços de saúde pelos beneficiários.

Diferentemente dos índices tradicionais de inflação, como o IPCA, que mede apenas a variação dos preços, o reajuste dos planos de saúde também considera o volume de serviços utilizados pelos consumidores.

Portanto, o percentual autorizado reflete tanto o aumento dos custos médicos quanto a intensidade de uso do sistema de saúde suplementar.

Aumento das despesas assistenciais

De acordo com a agência, as despesas assistenciais per capita dos planos individuais regulamentados cresceram 8,32% em 2025 na comparação com 2024.

O aumento foi influenciado pela alta nos preços de serviços e insumos médicos, além da maior utilização dos planos de saúde, impulsionada por mudanças no perfil etário dos beneficiários e pela ampliação do rol de procedimentos obrigatórios.

Últimas notícias