Alice Ribeiro: saiba quem era a jornalista morta em acidente em Minas Gerais
Morte gerou comoção entre colegas e familiares; repórter deixa marido e filho de 9 meses


Paulo Holland
A repórter morreu após sofrer um grave acidente de carro na BR-381, em Minas Gerais, na quarta-feira (15). Ela estava com o cinegrafista Rodrigo Lapa, que também morreu.
Alice tinha 35 anos, deixou marido e um filho de nove meses, Pedro. A repórter costumava chamar o bebê carinhosamente de astronauta, por causa de um capacete que ele usava para formação do crânio. A repórter planejava uma festa para celebrar o primeiro ano do filho.
Em suas redes sociais, a jornalista abordava o autismo com frequência, motivada pelo irmão neurodivergente.
Os colegas a reconheciam pela dedicação à profissão e o carisma no cotidiano da redação: "Alice deixa um vazio irreparável em nossa redação, mas seu legado de empatia permanece", disse a TV Band Minas.
A emissora disse que “em luto, lamenta a partida precoce de Alice, e afirma que está prestando toda a assistência à família da repórter".
Doação de órgãos
Após a confirmação do óbito, a família confirmou que rins, pâncreas, fígado e córneas serão doados. Devido a uma inviabilidade clínica, o coração não poderá ser reutilizado.
A repórter sofreu traumatismo craniano e fraturas pelo corpo. O cinegrafista Rodrigo Lapa, de 49 anos, que estava com Alice no carro, foi enterrado no Cemitério do Bonfim, na capital mineira, nesta quinta (16).
Lapa, que fora do horário de trabalho se apresentava como palhaço para crianças hospitalizadas, deixou a esposa e um filho de sete anos. “Profissional dedicado”, disse a TV Band Minas.








