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Justiça do Rio prorroga prisão temporária de médico equatoriano

O pedido foi feito pelo MPRJ; promotoria avaliou que foi um caso de homicídio qualificado 'hediondo'

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Médico de jaleco branco sentado em mesa de consultório

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O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio da 3ª Promotoria de Investigação Penal Territorial do Núcleo Duque de Caxias, obteve a prorrogação, por mais 25 dias, da prisão temporária do cirurgião plástico equatoriano Bolívar Guerreiro Silva. O inquérito policial foi inicialmente instaurado para apuração de lesão corporal de natureza grave contra a paciente Daiana Chaves Cavalcanti, além de associação criminosa e cárcere privado, sendo decretada a prisão temporária pelo prazo inicial de cinco dias e, posteriormente, prorrogada por mais cinco dias.

Ao receber os autos do inquérito, a promotora de Justiça Cláudia Portocarrero entendeu que, ao contrário do indiciamento feito pela polícia, havia indícios fortes de que o agente teria assumido o risco de matar a vítima e, portanto, teria cometido crime mais grave: homicídio qualificado na modalidade tentada, hediondo. Assim, solicitou o encaminhamento ao Tribunal do Júri de Duque de Caxias.

"O atuar doloso do indiciado e a irresponsabilidade completa, a vilania, a torpeza de motivo para a prática do delito, a ganância, o objetivo de ganhos financeiros em detrimento da saúde da vítima, submetida a cirurgias sucessivas, inclusive para fins estéticos, que jamais poderiam ter sido levadas a efeito, restam indicados nos autos" destacou a promotora em sua manifestação.

O pedido de prorrogação da prisão foi deferido pela 4ª Vara Criminal da Comarca de Duque de Caxias e os autos encaminhados à Delegacia de Atendimento à Mulher (DEAM) de Caxias para cumprimento de diversas diligências que o Ministério Público entendeu necessárias para a conclusão das investigações e o oferecimento da denúncia.

O caso

Bolivar foi preso no último dia 18 de julho, dentro do centro cirúrgico do Hospital Santa Branca, da qual é sócio. O cirurgião foi acusado de manter Daiana Cavalcanti, de 36 anos, em cárcere dentro da unidade de saúde, após uma cirúrgia plástica mal sucedida.

A polícia apontou que a mulher estava em estado grave, com várias complicações.Daiana tentou ser transferida de hospital, mas segundo ela e testemunhas o cirurgião dificultou a remoção. Ela estava internada na unidade desde junho.

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