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Juiz de Fora: Câmara aprova texto que proíbe linguagem neutra em escolas

Segundo autor da proposta, novo modo de escrever busca "segregar ainda mais as pessoas"

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Linguagem neutra troca os artigos o e a por x ou e, ficando por exemplo menine ou amigxs | Pixnio
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A Câmara Municipal de Juiz de Fora, em Minas Gerais, aprovou, na 5ª feira (8.jul), um projeto de lei que condena e proíbe o uso da linguagem neutra em escolas. O projeto, de autoria do vereador Sargento Mello Casal (PTB), segue agora para sanção da prefeitura e pode abrir precedentes para outras cidades.

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O projeto foi apresentado pelo vereador em julho de 2021 e chegou a ser aprovado na primeira discussão em abril de 2022. No entanto, os vereadores pediram vistas várias vezes, sendo que, na segunda discussão, foram 13 vezes. Na terceira discussão, o texto foi aprovado.

O autor da proposta 117/2022 justificou que as mudanças sociais não alteram a regra padrão da língua. "Muito embora a sociedade possa a vir passar por alterações de comportamento, a linguagem da norma padrão não é mutável como o comportamento humano", disse.

Ele ressaltou ainda que a linguagem neutra tem o intuito de propagar uma pauta "ideológica" que busca "segregar ainda mais as pessoas". Pelas redes sociais, ele a agradeceu os nove vereadores que o apoiaram, além de dizer que a lei garantirá o aprendizado da ligua portuguesa padrão. 

Os vereadores Cida Oliveira (PT), Laiz Perrut (PT), Cido Reis (Rede), Dr. Antônio Aguiar (União) e Maurício Delgado (DEM), por sua vez, foram contra a proposta de lei. 

O que é linguagem neutra que o vereador quer proibir nas escolas?

A linguagem neutra troca os artigos "o" e "a" por "x" ou "e", ficando por exemplo "menine" ou "amigxs". Propondo que não necessariamente os vocativos sejam femininos e masculinos. A ideia ganhou as redes e vem sendo usada por apoiadores.

Para os defensores, o novo modo de escrever tem o intuito de incluir todos os tipos de pessoas, já que algumas não possuem uma denominação de gênero espefícia, como masculino e feminino. Neste caso, podem ser consideradas pessoas intersexo ou não-binarias. 

*Estagiário sob supervisão de Cido Coelho

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