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Mineração e extração ilegal lideram lista de crimes ambientais na Amazônia

Relatório indica que mais de 500 empresas disputam licença para explorar minérios em área de 10 milhões de hectares

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Um levantamento do Instituto Igarapé revelou que a mineração, a extração de madeira e a agropecuária ilegais lideram os crimes ambientais cometidos na região Amazônica e estão diretamente relacionados ao desmatamento da região. A pesquisa analisou 369 operações da Polícia Federal entre 2016 e 2021 e concluiu que, dentre estas ocorrências, 46% correspondiam à mineração ilegal de ouro e 41% à derrubada irregular de floresta.

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Segundo os responsáveis pelo estudo, as atividades ilegais na região levam não somente à devastação do bioma, como também incentivam outros crimes graves como corrupção, lavagem de dinheiro, fraude e violência. "Podem servir como facilitadores. Eles [crimes de outras naturezas] são o que dão elemento, dão condição para acontecer o crime ambiental; como também podem ser decorrência deles", explicou a diretora de pesquisa do Instituto Igarapé, Melina Risso.

Um relatório produzido pela Articulação dos Povos Indígenas, em parceria com a ONG Amazon Watch, aponta que mais de quinhentas empresas disputam liberação junto à Agência Nacional de Mineração para explorar minérios em uma área de mais de 10 milhões de hectares, quase o tamanho de toda a Inglaterra, dentro de terras indígenas.

O presidente da Federação dos Povos Indígenas do Pará alerta que, para as populações originárias, as consequências são devastadoras e irreversíveis. "Ele [o garimpo ilegal] traz a desunião, ele traz o alcoolismo, ele traz a droga, ele traz a prostituição, ele traz a morte dos povos indígenas, e de qualquer população que seja afetada pelo garimpo", observa o líder indígena Puyr Tembé.
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