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Criança morre afogada durante cheia histórica no Acre

Governador do estado decretou situação de emergência em dez cidades. Mais de mil famílias estão desabrigadas

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foto de uma casa tomada pela água da enchente

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Uma criança de 2 anos morreu afogada na cidade de Cruzeiro do Sul (AC), na última quinta-feira (18), por conta da cheia do Rio Juruá, que registrou o nível mais elevado de sua história.

O governo do estado decretou situação de emergência depois que vários rios transbordaram, deixando milhares de desabrigados em dez cidades. 

Segundo a Defesa Civil, que solicitou apoio do Exército, 1.046 famílias estão desabrigadas ou desalojadas. Mais de 28 mil pessoas estão sem energia elétrica.

Em Rio Branco, capital do estado, o Rio Acre transbordou e 45 famílias ficaram desabrigadas. O governo estima que os prejuízos com a perda da lavoura cheguem a R$ 100 milhões.

Escolas que estavam sem aulas há um ano em razão da pandemia passaram a receber os desabrigados.

Para evitar a contaminação pelo novo coronavírus, cada sala de aula abriga uma família. Entre as rodovias interditadas, está a BR-364. Seis municípios ligados pela rodovia estão isolados do restante do Brasil.

Com a cheia do Rio Envira, na cidade de Feijó, no norte do estado, um barco danificou a ligação de internet e telefonia móvel. O acidente deixou duas regiões do estado sem comunicação por 24 horas e atrasou, inclusive, o envio das informações para a Defesa Civil Nacional.

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