PL avalia indicar Soraya Santos ao TCU, diz Sóstenes Cavalcante
Partido discute nome feminino para Corte de Contas em meio à resistência do Centrão à candidatura de aliado de Bolsonaro


Vicklin Moraes
O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), afirmou nesta terça-feira (7) que o partido avalia indicar a deputada federal Soraya Santos (PL-RJ) para uma vaga no Tribunal de Contas da União (TCU).
A declaração foi dada na Residência Oficial da Câmara após reunião com líderes partidários. Segundo Sóstenes, a definição deve ocorrer até esta quarta-feira (8).
De acordo com o parlamentar, a articulação envolve o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, que tem defendido a indicação de uma mulher para o posto.
“Há uma discussão em curso sobre a possibilidade de indicarmos uma mulher, considerando que o TCU não possui atualmente nenhuma ministra”, afirmou.
Até então, o nome mais cotado dentro do PL era o do deputado Hélio Lopes (PL-RJ), aliado próximo do ex-presidente Jair Bolsonaro. Nos bastidores, porém, a candidatura enfrenta resistência de partidos do Centrão.
A avaliação de lideranças desse bloco é que a indicação de Hélio Lopes teria baixa capacidade de articulação e poderia favorecer a candidatura de Odair da Cunha (PT-MG), também na disputa pela vaga. A leitura é de que o nome do bolsonarista teria dificuldade para atrair apoio de parlamentares de centro-direita.
Como é eleito ministros do TCU?
Os ministros do Tribunal de Contas da União (TCU) não são eleitos por voto popular, mas indicados por autoridades do Executivo e do Legislativo, conforme prevê a Constituição.
O tribunal é composto por nove ministros: três são indicados pelo presidente da República — sendo dois obrigatoriamente escolhidos entre auditores e membros do Ministério Público junto ao TCU e um de livre escolha — todos com aprovação do Senado Federal. Os outros seis são indicados pelo Congresso Nacional, sendo três pela Câmara dos Deputados e três pelo próprio Senado. Para ocupar o cargo, é necessário ter entre 35 e 65 anos, reputação ilibada e notório conhecimento em áreas como direito, economia ou administração. O cargo é vitalício até a aposentadoria compulsória, atualmente fixada aos 75 anos.
Com a saída do Aroldo Cedraz, que deixou a Corte ao atingir a aposentadoria compulsória aos 75 anos. AAroldo Cedraz, que deixou a Corte ao atingir a aposentadoria compulsória aos 75 anos. A vaga aberta será preenchida por indicação da Câmara dos Deputados,








