CPI do Crime Organizado adia depoimento de Cláudio Castro para 14 de abril
Ex-governador do Rio pediu remarcação; oitiva deve ocorrer na reta final da comissão, que avalia prorrogação dos trabalhos

Valentina Moreira
Victoria Abel
A CPI do Crime Organizado decidiu adiar o depoimento do ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, para o dia 14 de abril. A mudança ocorreu após solicitação do próprio Castro, que tinha previsão de ser ouvido ainda nesta semana. A presença foi confirmada para a nova data.
A convocação do ex-governador foi aprovada pelos parlamentares no contexto das investigações sobre possíveis conexões entre o crime organizado e estruturas do poder público e do sistema financeiro. No caso de Castro, os senadores devem questionar a atuação do governo fluminense no combate à lavagem de dinheiro e a presença de facções no estado.
Outro ponto que deve entrar na oitiva envolve investimentos da RioPrevidência no Banco Master, operação que levantou suspeitas e passou a ser analisada pela comissão. A CPI busca entender se houve relação entre esses aportes e possíveis irregularidades investigadas no âmbito financeiro.
Além de Castro, a comissão também aprovou a convocação do ex-governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, que deve prestar esclarecimentos sobre a relação entre o BRB e o Banco Master. O depoimento dele está previsto para a próxima semana, mas ainda não há confirmação de presença.
A CPI entra agora em sua fase final, com previsão de encerramento nas próximas semanas. O relator, Alessandro Vieira (MDB-SE), indicou que há expectativa de apresentação de um pedido de prorrogação dos trabalhos, a depender da decisão do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (UNIÃO-AP).
Nos bastidores, parlamentares também enfrentam dificuldades para garantir depoimentos, já que decisões recentes do Supremo Tribunal Federal têm permitido que testemunhas se ausentem das oitivas mediante habeas corpus.








