Cerca de 8 comércios são roubados por dia no Estado de SP, aponta levantamento
Empresários relatam medo e prejuízo após série de assaltos na zona leste
Juliana Tourinho
Dados da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) apontam que o Estado de São Paulo registra, em média oito roubos por dia em estabelecimentos comerciais e mais de 240 casos apenas em janeiro deste ano.
Câmeras de segurança registram a ação ousada de criminosos que invadem estabelecimentos comerciais mesmo sabendo que estão sendo filmados na zona leste de São Paulo. Comerciantes relatam prejuízo, trauma e sensação de insegurança crescente.
O comerciante Danilo Azevedo foi uma das vítimas. Segundo ele, o assaltante agiu com tranquilidade e chegou a encarar a câmera de segurança.
“Ele pediu aliança, pediu tirar o relógio também… pegou os dois aparelhos na mão. Deu um olhar para a câmera abusado”, relata.
O prejuízo foi de cerca de R$ 6 mil, além do impacto emocional.
Casos se repetem na região
O crime não é isolado. De acordo com comerciantes, o mesmo suspeito já teria praticado outros roubos na região leste da capital.
Outro empresário, Reinaldo Martins, também foi vítima. Nesse caso, o criminoso se passou por cliente antes de agir: “Ele entrou, abriu a porta e levou 33 peças: tênis, óculos, relógio…”, conta. O prejuízo ultrapassou os R$ 30 mil.
Impunidade e impacto financeiro
Segundo o assessor econômico da FecomercioSP, Fábio Pina, a sensação de impunidade contribui para o aumento dos casos.
Ele reitera que punições mais rígidas poderiam reduzir a criminalidade.
“Hoje o furto é considerado um crime menor, mas ainda assim é um dano. A gente deveria punir com medidas mais severas”, afirma.
Além do prejuízo financeiro, comerciantes relatam mudanças na rotina como investimento em segurança privada e aumento dos custos do negócio.
“Além das câmeras, a gente tem seguranças da rua também, que a gente paga particular”, conta Danilo.
Quem trabalha na região afirma que a insegurança se tornou parte do dia a dia.
“É muito difícil… a gente está trabalhando e é sempre uma surpresa. Mesmo com câmera, eles não têm mais medo”, diz o motorista Mateus da Silva.









