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Governo Trump reinaugura estátua derrubada em protestos antirracistas na Casa Branca

Estrutura erguida em Baltimore, no estado de Maryland, foi derrubada em julho de 2020, em meio a manifestações após a morte de George Floyd

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Sofia Pilagallo
24/03/2026, 02:54 • Atualizado em 24/03/2026, 02:54
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Presidente dos EUA, Donald Trump, na Casa Branca | REUTERS/Brian Snyder

Presidente dos EUA, Donald Trump, na Casa Branca | REUTERS/Brian Snyder

O governo de Donald Trump reinaugurou, no domingo (22), uma estátua de Cristóvão Colombo nos jardins da Casa Branca. Uma réplica exata da estátua, erguida em Baltimore, no estado de Maryland, foi derrubada em julho de 2020, durante protestos antirracistas após a morte de George Floyd.

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Segundo a emissora "Fox News", a estátua, de quatro metros de altura, foi construída com partes da antiga estátua que foram recuperadas. A instalação foi um esforço conjunto entre o governo Trump e a Conferência de Presidentes das Principais Organizações Ítalo-Americanas (COPOMIAO).

Em comunicado à imprensa, o presidente da COPOMIAO, Basil M. Russo, afirmou que, por mais de um século, o "legado" de Colombo "ajudou os imigrantes italianos a superar o preconceito e as dificuldades, servindo como uma fonte de união e pertencimento enquanto construíam novas vidas" nos Estados Unidos.

Colombo também foi enaltecido por Trump, que, em carta enviada à COPOMIAO, o classificou como "o herói americano original" e "um dos homens mais galantes e visionários que já pisaram na face da Terra".

Por que Colombo é uma figura controversa?

Cristóvão Colombo, tido como "o descobridor da América", é considerado por muitos uma figura racista por causa de seu histórico durante suas viagens ao continente no final do século 15. Natural da Itália, ele escravizou indígenas e foi um dos primeiros europeus a institucionalizar a escravidão de povos indígenas nas Américas.

Embora o conceito moderno de "racismo" ainda não existisse no século 15 como se entende hoje, Colombo demonstrava crença na superioridade cultural e religiosa europeia. Ele defendia a dominação dos povos nativos como algo legítimo e, em diários de viagens, chegou a descrever os indígenas como pessoas que poderiam ser facilmente dominadas.

Os protestos que levaram à derrubada da estátua de Colombo, em julho de 2020, provocaram uma reavaliação do racismo institucional e de símbolos do período colonial associados à escravidão nos EUA. À época, manifestantes em várias cidades passaram a mirar estátuas de Colombo, além de outros nomes como os generais Robert E. Lee e Albert Pike.

Trump classifica a reação específica contra Colombo como uma "campanha cruel e impiedosa para apagar" a história dos EUA e atribui a responsabilidade a "radicais de esquerda", segundo comunicado da Casa Branca. Ele também se posiciona contra a substituição do Dia de Colombo, em 12 de outubro, pelo Dia dos Povos Indígenas, classificando a mudança como uma ideologia "antiamericana".

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