Presidente de Cuba afirma que acusação dos EUA contra Raúl Castro é "ação política"
Miguel Díaz-Canel alega que denúncia apresentada pelos Estados Unidos tenta justificar possível ação militar contra a ilha



SBT News
com informações da Reuters
O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, afirmou nesta quarta-feira (20) que a acusação apresentada pelos Estados Unidos contra o ex-presidente cubano Raúl Castro é uma "ação política".
"Trata-se de uma ação política, sem qualquer fundamento jurídico, que busca apenas aumentar o dossiê fabricado para justificar o desatino de uma agressão militar contra Cuba", disse nas redes sociais.
Raúl Castro, de 94 anos, foi denunciado em um tribunal federal de Miami no dia 23 de abril. A acusação inclui uma contagem de conspiração para matar cidadãos norte-americanos, quatro acusações de assassinato e duas acusações relacionadas à destruição de aeronaves. Outras cinco pessoas também foram incluídas no processo.
O procurador-geral interino dos Estados Unidos, Todd Blanche, anunciou as acusações durante um evento realizado em Miami em homenagem às vítimas do caso.
As acusações estão relacionadas a um episódio ocorrido em 1996, quando aviões militares cubanos derrubaram aeronaves operadas pelo grupo de exilados cubanos Brothers to the Rescue (Irmãos ao Resgate).
Em uma publicação na rede social X, Díaz-Canel afirmou que as acusações foram elaboradas para justificar o que classificou como uma possível ação militar contra Cuba. O presidente cubano chamou a denúncia de “fabricação” e acusou os Estados Unidos de manipular os fatos relacionados ao caso de 1996.
"Os Estados Unidos mentem e manipulam os acontecimentos em torno da derrubada dos aviões da organização narco-terrorista Irmãos ao Resgate, em 1996", afirma Canel.
"Em 24 de fevereiro de 1996, Cuba agiu em legítima defesa, dentro de suas águas jurisdicionais, após sucessivas e perigosas violações do espaço aéreo cubano por terroristas conhecidos. A administração norte-americana da época foi alertada mais de uma dezena de vezes sobre o caso, mas ignorou os avisos e permitiu as violações", completa.
A acusação representa uma escalada na pressão de Washington sobre o governo comunista cubano e ocorre em meio a um movimento mais amplo da administração do presidente Donald Trump para ampliar o isolamento econômico e diplomático da ilha.









