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Senado dos EUA avança contra Trump e tenta limitar guerra com o Irã

Medida expõe divisão entre republicanos e aumenta disputa constitucional sobre poder de declarar guerra

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O presidente dos EUA, Donald Trump | Molly Riley/Official White House Photo
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O Senado dos Estados Unidos avançou nesta terça-feira (19) com uma proposta que pode obrigar o presidente Donald Trump a retirar o país do conflito contra o Irã. A votação representou um revés político para a Casa Branca e aumentou fissuras na base republicana.

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A medida processual foi aprovada por 50 votos a 47, com quatro republicanos votando contra o próprio partido e se alinhando aos democratas, com exceção de um. Três senadores republicanos não participaram.

O resultado reforça a pressão sobre Trump e fortalece o argumento de que cabe ao Congresso autorizar ações militares.

Caminho difícil até virar lei

Apesar do avanço, a proposta ainda enfrenta obstáculos relevantes. O texto precisa passar pela Câmara dos Representantes, controlada pelos republicanos, e alcançar maioria de dois terços nas duas Casas para derrubar um veto já esperado do presidente.

Autor da proposta, o senador democrata Tim Kaine afirmou que o momento exige debate institucional.

“Este é o momento ideal para discutir antes de voltarmos à guerra. O presidente está ignorando propostas diplomáticas sem consultar o Congresso”, disse.

Aliados de Trump já haviam barrado ao menos sete iniciativas semelhantes no Senado neste ano, além de três propostas na Câmara, sempre por margens apertadas.

Quem rompeu com Trump

O democrata John Fetterman foi o único de seu partido a votar contra a medida. Entre os republicanos, Rand Paul, Susan Collins, Lisa Murkowski e Bill Cassidy votaram a favor — evidenciando um raro movimento de dissidência interna.

O debate gira em torno da Lei de Poderes de Guerra de 1973, que limita ações militares sem aval do Congresso a 60 dias, com possível extensão de 30 dias.

Trump afirmou em 1º de maio que um cessar-fogo havia encerrado as hostilidades. Ainda assim, confrontos indiretos continuaram, com tensões no Golfo e no Estreito de Ormuz.

Democratas e parte dos republicanos defendem que o presidente precisa de autorização formal para manter operações militares. Já a Casa Branca sustenta que Trump age dentro de suas prerrogativas como comandante em chefe.

Aliados do presidente acusam a oposição de usar o tema com motivação política.

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