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Número de mortos em queda de avião militar na Colômbia sobe para 66

Aeronave transportava 128 passageiros, incluindo 11 membros da Força Aérea; causa do acidente é investigada

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Imagens mostram lataria do avião em chamas após queda na Colômbia | Reprodução/X

Subiu para 66 o número de mortos em decorrência da queda de um avião militar em Puerto Leguízamo, na Colômbia, na tarde de segunda-feira (23). Segundo autoridades locais, outras 60 pessoas foram resgatadas com ferimentos, algumas em estado grave.

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O avião envolvido no acidente era de modelo Hercules C-130, um dos mais utilizados para o transporte de tropas militares no mundo. A aeronave, com capacidade para transportar até 150 passageiros, era utilizada desde 1983 nos Estados Unidos e foi adquirida pela Colômbia em 2020.

Em coletiva de imprensa, o chefe das Forças Armadas da Colômbia, Hugo Alejandro Lopez, informou que 128 pessoas estavam a bordo do avião, incluindo 11 membros da Força Aérea, 114 militares e dois policiais. Dos sobreviventes, 57 foram levados a hospitais próximos.

O acidente ocorreu ainda na decolagem, em Puerto Leguizamo, na fronteira com o Peru. As causas ainda são investigadas, mas acredita-se que o avião tenha sofrido um impacto ao final da pista. Algumas das munições transportadas detonaram com a colisão, provocando a explosão da aeronave.

“A aeronave caiu logo após a decolagem, aproximadamente um quilômetro e meio do aeródromo. De acordo com as informações preliminares, não há indicações de ataque por atores ilegais. Parte da munição transportada pelas tropas detonou, o que corresponde ao que pode ser ouvido em alguns vídeos circulando nas redes sociais”, disse o ministro da Defesa, Pedro Sánchez.

O presidente Gustavo Petro descreveu o acidente como “algo horrível que nunca deveria ter acontecido”. Pelas redes sociais, o político criticou o Congresso por não aprovar orçamento para a compra de novos equipamentos militares, dizendo que “assinaria um decreto” por si mesmo.

“Não concederei mais tempo; O que está em jogo são as vidas dos jovens. Por isso, contra o vento e a maré, modernizei a frota aérea estratégica e solicitei a compra imediata de helicópteros e aeronaves de transporte e de tropas para expandir a capacidade de transporte. O Diretor de Planejamento, junto com o ministro da Defesa, deve se reunir comigo para aprovar a compra”, escreveu Petro.

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