Economia

Endividamento atinge 78,1% das famílias brasileiras em março

Resultado é maior que o de fevereiro; números são da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor, da Confederação Nacional do Comércio

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Guilherme Resck
04/04/2024, 18:37 • Atualizado em 04/04/2024, 18:37
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Endividamento atinge 78,1% das famílias brasileiras em março

A mais nova edição da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), da Confederação Nacional do Comércio (CNC), mostra que, em março, 78,1% das famílias brasileiras tinham dívidas a vencer, entre cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, crédito consignado, empréstimo pessoal, cheque pré-datado e prestações de carro e casa.

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O resultado é 0,2 ponto percentual (p.p.) maior que o de fevereiro. Por outro lado, em comparação com março do ano passado, teve queda de 0,2 p.p. Os números da Peic foram divulgados nesta quinta-feira (4).

Segundo o presidente da CNC, "o momento mais favorável dos juros, com menor custo, tem contribuído para uma maior demanda das famílias por crédito, sobretudo, parcelado". No mês passado, o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a taxa básica de juros, a Selic, para 10,75% ao ano.

A nova edição da Peic mostra que o percentual de pessoas que se consideraram "muito endividadas" ficou em 16,8% em março, o que representa uma alta de 0,1 p.p. frente ao registrado em fevereiro. O número estava em queda há quatro meses. Entretanto, cresceu no último mês também o percentual das famílias "pouco endividadas"; foi uma alta de 0,2 p.p., indo a 32,3%.

A quantidade de famílias com dívidas atrasadas subiu após cinco meses em queda: 28,6% em março, o que representa uma alta de 0,5 p.p. ante o resultado de fevereiro. Em comparação com o observado no terceiro mês de 2023, porém, caiu 0,8 p.p.

O percentual de famílias brasileiras que disseram que não teriam condições de pagar as dívidas atrasadas ficou em 12%, ante 11,9% do mês anterior e 11,5% de março de 2023.

A Peic é apurada mensalmente pela Confederação Nacional do Comércio desde janeiro de 2010. Segundo a entidade, "os dados são coletados em todas as capitais dos estados e no Distrito Federal, com aproximadamente 18 mil consumidores".

Endividamento foi puxado por grupo de menor renda

Dentre as famílias de baixa renda (até três salários mínimos), 79,7% estavam endividadas em março último, ante 79,2% de fevereiro e 78,9% do terceiro mês do ano passado. Os outros grupos apresentaram redução ou estabilidade no percentual.

A quantidade de famílias de baixa renda inadimplentes ficou em 36,4%, ante 35,8% de fevereiro e 36,9% de março de 2023. O percentual daquelas que não teriam condições de pagar dívidas atrasadas caiu, para 15,9%; era de 16,1% no mês anterior e de 16,4% em março do ano passado.

Dívidas no cartão de crédito

A pesquisa mostra ainda que o cartão de crédito representou 86,% dos envidados em março, uma alta de 0,8 p.p. ante o resultado do mesmo mês no ano passado e estável frente ao registrado em fevereiro de 2024.

Endividamento por gênero

O endividamento teve alta de 0,3 p.p. no público masculino, em relação a fevereiro, e de 0,2 p.p. entre as mulheres, ficando em 77,5% e 79%, respectivamente.

Em comparação com março de 2023, o endividamento entre as mulheres teve queda de 0,7 p.p., e o endividamento entre os homens subiu 0,4 p.p.

Desenrola

O governo federal prorrogou o Desenrola Brasil, programa de renegociação de dívidas, por mais 50 dias, até 20 de maio. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) em 28 de março. O novo prazo beneficia a Faixa 1, destinada a pessoas físicas inadimplentes que ganham até dois salários mínimos ou inscritas no CadÚnico e a dívidas de no máximo R$ 20 mil.

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