Economia

Custo da cesta básica sobe em 14 capitais brasileiras em fevereiro

Resultado foi influenciado pela alta nos preços da carne e do feijão; SP registrou a cesta mais cara

Imagem da noticia Custo da cesta básica sobe em 14 capitais brasileiras em fevereiro
São Paulo foi a capital onde o conjunto dos alimentos básicos apresentou o maior custo | Reprodução

O valor da cesta básica subiu em 14 das 27 capitais brasileiras em fevereiro. É o que aponta a pesquisa mensal do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), que contabilizou as principais altas Natal (3,52%), João Pessoa (2,03%), Recife (1,98%).

SBT News Logo

Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.

Siga no Google Discover

No mês, São Paulo foi a capital onde a cesta básica registrou o maior valor (R$ 852,87), seguida por Rio de Janeiro (R$ 826,98) e Florianópolis (R$ 797,53). Nas cidades do Norte e do Nordeste, onde a composição da cesta é diferente, os menores valores médios foram registrados em Aracaju (R$ 562,88), Porto Velho (R$ 601,69) e Maceió (R$ 603,92).

Variação da cesta básica em 27 capitais Brasil – Fevereiro de 2026 | Dieese
Variação da cesta básica em 27 capitais Brasil – Fevereiro de 2026 | Dieese

Segundo o levantamento, o aumento no valor da cesta básica foi provocado pela alta nos preços da carne bovina de primeira e do feijão. Os demais itens, como óleo de soja, açúcar, café em pó, arroz e leite integral, registraram queda no período.

Cesta básica x salário mínimo

Quando comparado o custo da cesta e o salário mínimo líquido, ou seja, após o desconto de 7,5% da Previdência Social, verifica-se que o trabalhador comprometeu, em média, 46% do rendimento para adquirir os produtos alimentícios básicos em fevereiro. O número representa uma pequena queda em relação ao mesmo período de 2025, quando o percentual ficou em 51%.

Com base na cesta mais cara, a de São Paulo, o Dieese estima que o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas em fevereiro de 2026 deveria ter sido de R$ 7.164,94ou 4,42 vezes o mínimo reajustado em R$ 1.621. No mesmo período de 2025, quando o piso mínimo era de R$ 1.518, o valor necessário ficou em R$ 7.229,32 ou 4,76 vezes o valor vigente na época.

Últimas Notícias