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Homens que cortaram barbatanas de tubarão são multados em R$ 15 mil pelo Ibama

Trio foi autuado por caça ilegal e morte de animal silvestre ameaçado de extinção

Imagem da noticia Homens que cortaram barbatanas de tubarão são multados em R$ 15 mil pelo Ibama
Vídeo da captura ilegal do animal viralizou nas redes sociais | Reprodução

Os três pescadores que capturaram e mutilaram um tubarão-cabeça-chata na Praia do Paiva, em Pernambuco, foram autuados pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Cada um deles deverá pagar multa de R$ 5 mil, totalizando R$ 15 mil.

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O caso aconteceu em 29 de março deste ano. Na data, os pescadores capturaram e cortaram as barbatanas do tubarão-cabeça-chata — espécie comum na região metropolitana de Recife. Um deles também subiu em cima do animal, considerado vulnerável à extinção, para posar para fotos.

Os atos foram filmados e divulgados nas redes sociais, o que ajudou o Ibama a identificar os autores. Segundo o órgão, os pescadores foram autuados por caça ilegal e morte de animal silvestre ameaçado de extinção. Eles também poderão responder criminalmente pelos atos, caso a denúncia seja aceita pelo Ministério Público.

“A atuação da equipe de fiscalização do Ibama, em rápida resposta ao ilícito praticado, reforça o compromisso institucional com a proteção da fauna marinha brasileira. A população pode colaborar com denúncias de infrações ambientais, por meio da plataforma Fala.Br ou pelo telefone 0800 061 8080”, reforçou o Ibama.

Consumo humano

As imagens da captura do tubarão foram analisadas pelo Comitê Estadual de Monitoramento de Incidentes com Tubarões (Cemit), que confirmou a espécie do tubarão. O órgão afirmou que o animal era uma adulta da espécie e que as nadadeiras do animal foram filetadas especificamente para consumo humano

O comitê destacou que, além das implicações ambientais severas, a ingestão desse tipo de carne representa uma ameaça direta à saúde pública. Isso porque os tubarões ocupam o topo da cadeia alimentar e apresentam tendência à bioacumulação de metais pesados, como o mercúrio, além de outros contaminantes, podendo representar riscos a longo prazo pelo consumo frequente.

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