Lula x Alcolumbre: Taxa das blusinhas deve abrir novo round
Votação de MP deve repetir roteiro do fim da escala 6x1, ainda em negociação no Senado


A votação no Congresso da Medida Provisória (MP) que acabou com a taxa das blusinhas promete ser um novo “round” entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), rompidos desde abril. O texto deve viver o mesmo roteiro do fim da PEC do fim da escala 6x1, que ainda enfrenta resistências entre os senadores após aprovação com ampla maioria na Câmara.
A mudança na jornada de trabalho e o fim da taxa das blusinhas são vistas no Senado como pautas eleitoreiras e despachadas pelo Planalto sem discussões. Sob reserva, interlocutores afirmam que Alcolumbre e seus aliados não querem entregar “de mão beijada” duas pautas positivas para a campanha à reeleição de Lula, ainda mais frente à pressão do empresariado.
A MP que acabou com a taxa das blusinhas foi editada em 12 de maio e precisa ser aprovada por Câmara e Senado até 9 de setembro, ou o imposto federal de importação voltará a vigorar a menos de um mês das eleições gerais. O Congresso ainda não instalou a Comissão Mista dedicada a analisar o texto da MP, que depois ainda precisa passar por Câmara e Senado.
Uma das principais lideranças da “resistência” do empresariado à PEC do fim da 6x1, o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, também deve buscar parlamentares para reverter o fim da taxa das blusinhas, criada pelo próprio governo Lula e pelo Congresso para apoiar o setor produtivo brasileiro.
“Estamos acompanhando o tema de perto. É um absurdo o próprio governo que colocou os 20% e tirar os 20%. Qual a explicação? É a eleição, fazer média. Não estão vendo o interesse do país. Você não pode sobrecarregar os produtos de quem gera emprego no Brasil e desonerar os produtos que geram empregos na China”, afirmou Skaf à coluna.

























