Política

Lula x Alcolumbre: Taxa das blusinhas deve abrir novo round

Votação de MP deve repetir roteiro do fim da escala 6x1, ainda em negociação no Senado

Avatar de Eduardo Gayer
Eduardo Gayer
Davi Alcolumbre, presidente do Senado, e Lula, presidente da República

Davi Alcolumbre, presidente do Senado, e Lula, presidente da República

A votação no Congresso da Medida Provisória (MP) que acabou com a taxa das blusinhas promete ser um novo “round” entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), rompidos desde abril. O texto deve viver o mesmo roteiro do fim da PEC do fim da escala 6x1, que ainda enfrenta resistências entre os senadores após aprovação com ampla maioria na Câmara.

A mudança na jornada de trabalho e o fim da taxa das blusinhas são vistas no Senado como pautas eleitoreiras e despachadas pelo Planalto sem discussões. Sob reserva, interlocutores afirmam que Alcolumbre e seus aliados não querem entregar “de mão beijada” duas pautas positivas para a campanha à reeleição de Lula, ainda mais frente à pressão do empresariado.

SBT News Logo

Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT,Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung, LG e Roku.

Siga no Google Discover

A MP que acabou com a taxa das blusinhas foi editada em 12 de maio e precisa ser aprovada por Câmara e Senado até 9 de setembro, ou o imposto federal de importação voltará a vigorar a menos de um mês das eleições gerais. O Congresso ainda não instalou a Comissão Mista dedicada a analisar o texto da MP, que depois ainda precisa passar por Câmara e Senado.

Uma das principais lideranças da “resistência” do empresariado à PEC do fim da 6x1, o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, também deve buscar parlamentares para reverter o fim da taxa das blusinhas, criada pelo próprio governo Lula e pelo Congresso para apoiar o setor produtivo brasileiro.

“Estamos acompanhando o tema de perto. É um absurdo o próprio governo que colocou os 20% e tirar os 20%. Qual a explicação? É a eleição, fazer média. Não estão vendo o interesse do país. Você não pode sobrecarregar os produtos de quem gera emprego no Brasil e desonerar os produtos que geram empregos na China”, afirmou Skaf à coluna.

Mais da Coluna do Gayer

Últimas notícias de Política