Empresários procuram Alcolumbre para mudanças na 6x1
Setor produtivo não vê espaço para mudanças na Câmara e concentrar forças em tramitação no Senado


Presidente do Congresso e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) | Divulgação/Waldemir Barreto/Agência Senado
Empresários de peso procuraram nas últimas horas o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para negociar mudanças no relatório da PEC do fim da escala 6x1. A avaliação do setor é que não há mais espaço político para buscar alterações na Câmara, já que o próprio presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), costurou pessoalmente o substitutivo apresentado nesta segunda-feira (25).
O relatório de Léo Prates (Republicanos-BA) estabelece a adoção da jornada de 5 dias de trabalho para 2 de folga após 60 dias da promulgação da PEC, além da redução da jornada semanal de 44 para 42 horas. Após mais 12 meses, a jornada cairia para 40 horas semanais. Industriais e varejistas consideram a transição enxuta demais: querem mais tempo para adaptação e, no limite, compensações financeiras para as mudanças.
De acordo com fontes, o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, terá uma audiência nesta terça-feira (25), às 15 horas, com Davi Alcolumbre e vai apresentar os argumentos do setor. Outros senadores considerados estratégicos serão procurados pelos empresários.
Nos bastidores, o rompimento entre o presidente do Senado e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), desde a derrota envolvendo a indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF), é considerado uma “janela de oportunidade” para enfraquecer a articulação do governo no Senado pelo fim da escala 6x1.
Em tese, Alcolumbre poderia atrasar a tramitação do texto ou, ainda, indicar um relator sensível às demandas do empresariado. Articuladores políticos do Palácio do Planalto minimizam essa possibilidade e contam com a pressão política do ano eleitoral sobre o presidente do Congresso e seus aliados diretos na Casa.

























