Crivella é pressionado a repetir Salles e desistir do Senado
Direita argumenta que fragmentação favorece vitória da esquerda no Rio

O deputado federal Marcelo Crivella (Republicanos-RJ) tem sido pressionado, nos bastidores, a repetir o gesto de Ricardo Salles (Novo-SP) e abrir mão da disputa ao Senado pelo Rio de Janeiro, em nome da unificação da direita.
Nesta segunda-feira (28), Salles desistiu da candidatura a senador para apoiar Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL), sob o argumento de que é preciso evitar a eleição das candidaturas de Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede), ligadas ao campo governista, em São Paulo.
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No Rio, as candidaturas de direita estão divididas. O PL lançou Carlos Jordy e Carlos Portinho para as duas vagas em disputa, enquanto o Republicanos tem Crivella como candidato próprio. O PL argumenta que essa fragmentação favorece a eleição de Benedita da Silva (PT).
De acordo com a mais recente pesquisa Quaest, Benedita tem 15% das intenções de voto. Jordy e Portinho aparecem com 10% cada, seguidos por Crivella, com 7%, e Pedro Paulo (PSD), que divide chapa com a petista, com 6%.
Apesar da pressão, o Republicanos resiste a retirar a candidatura de Crivella e argumenta que o cenário fluminense é diferente do paulista. Em São Paulo, o Novo apoia a reeleição de Tarcísio de Freitas (Republicanos) ao governo desde o início, e a candidatura de Salles ao Senado era avulsa.
Já no Rio, o Republicanos lançou Anthony Garotinho ao governo, e não apoia Douglas Ruas (PL). Garotinho teve o registro indeferido pelo TRE-RJ, mas mantém a campanha enquanto recorre da decisão. Na prática, o Republicanos argumenta que precisa manter Crivella na disputa ao Senado também para sustentar a campanha própria ao governo.
























