França contrariado: os bastidores da chapa do PT em SP
Ex-ministro diz a aliados que cobrará o Partido dos Trabalhadores por nova concessão política

Fernando Haddad e Márcio França | Reprodução
A chapa petista ao governo de São Paulo foi sacramentada nesta quinta-feira (25), após o presidente Lula e o pré-candidato Fernando Haddad (PT) baterem o martelo sobre cargos ocupados pelos aliados. O resultado, porém, é que Márcio França (PSB) saiu contrariado com a definição de que ele será o pré-candidato a vice. Após a reunião com Lula e Haddad, o ex-ministro teria dito a aliados que foi pressionado a ceder mais uma vez e que o PT está devendo mais um gesto de agradecimento ao PSB.
Durante o encontro, que ocorreu na quarta-feira, no Palácio da Alvorada, Haddad e seus assessores apresentaram uma série de pesquisas e números apontando a viabilidade de cada nome para a vaga de vice, França aparecia com maiores vantagens para o cargo, de acordo com petistas.
Além do ex-governador, Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede), estavam na mesma sala. De acordo com aliados de França, quando a palavra foi passada para os pré-candidatos, as ex-ministras ficaram em silêncio, evitando se colocarem à disposição para o cargo de vice e pressionando o ex-ministro do Empreendedorismo a se posicionar.
Na saída, França relatou a companheiros de partido que não tinha como dizer não, mesmo sabendo que não seria a melhor opção. O ex-governador de São Paulo queria uma das vagas ao Senado, ou ao menos disputar o governo paulista como uma “terceira via”. Uma eventual resposta negativa dele poderia, no entanto, colocar em risco a parceria nacional entre PSB e PT, que é o principal objetivo de ambas as legendas.
Aliados de Márcio França pontuam que a concessão política será cobrada no futuro, seja para um ministério de peso, caso Lula seja reeleito, ou para posições de destaque em chapas futuras.
Em 2022, França desistiu de ser candidato ao governo de São Paulo para abrir espaço para Haddad. Em troca, teriam prometido a ele o Ministério das Cidades. França ganhou Portos e Aeroportos, mas foi retirado após negociação com Republicanos. Ele terminou com a pasta do Empreendedorismo e Microempresas.
Aliados de Márcio França pontuam que a concessão política será cobrada no futuro, seja para um ministério de peso, caso Lula seja reeleito, ou para posições de destaque em chapas futuras.
Em 2022, França desistiu de ser candidato ao governo de São Paulo para abrir espaço para Haddad. Em troca, teriam prometido a ele o Ministério das Cidades. França ganhou Portos e Aeroportos, mas foi retirado após negociação com Republicanos. Ele terminou com a pasta do Empreendedorismo e Microempresas.

























