Haddad diz que Tarcísio também cobra taxa das blusinhas
Pré-candidato e ex-ministro da Fazenda afirma que cobrança foi “decisão conjunta” com o Congresso

O ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), afirmou neste sábado (23) que seu futuro adversário nas urnas, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), também cobra taxa das blusinhas.
A declaração de agora é uma mudança na estratégia de abordagem do tema, que é de interesse popular.
Haddad reforçou o discurso de que o imposto federal, agora revogado, foi criado com aprovação por unanimidade no Congresso Nacional.
A taxa das blusinhas previa a cobrança de alíquota de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50 realizadas por pessoas físicas em plataformas estrangeiras. O texto foi sugerido por deputados, mas teve o apoio de Fernando Haddad, enquanto ministro.
Haddad agora teme que o imposto seja usado pelos adversários durante a campanha ao governo como forma de atacá-lo, diminuindo as intenções de voto no petista.
Em nível estadual, as compras de até U$ 50 também pagam o ICMS. Por isso, Haddad incluiu Tarcísio em seu discurso, na tentativa de se livrar do rótulo de “taxador”.
“Todos os governadores cobram taxa das blusinhas, incluindo o Tarcísio. Ninguém pergunta pro Tarcísio sobre esse assunto. Foi um gesto dos governadores e do varejo para proteger as empresas brasileiras, e no Congresso Nacional foi aprovado por unanimidade por todos os partidos, inclusive o do Tarcísio. É uma história que não existe, todos os governadores e partidos tomaram essa decisão, não foi uma decisão individual, foi uma decisão conjunta”, disse Haddad em evento em Sorocaba, no interior de São Paulo.
O Planalto decidiu revogar a taxa depois de identificá-la como um dos motivos para a rejeição do presidente Lula (PT). A decisão contrariou a orientação da equipe econômica do governo e até mesmo do vice-presidente Geraldo Alckmin para que a chamada "taxa das blusinhas" fosse mantida.
























