Cury nega pagamento a perfis de fofoca: “Fazem de coração”
Páginas que tratam sobre vida dos famosos fizeram postagens favoráveis ao candidato nos últimos dias

Augusto Cury | Renato Pizzutto/Band
O candidato à presidência Augusto Cury (Avante) negou que esteja fazendo pagamentos a páginas de fofoca nas redes sociais para realizarem posts favoráveis a ele. Desde a semana passada, perfis que não costumam falar de política fizeram ao menos duas postagens sobre o candidato.
A reportagem analisou os perfis como Alfinetada, Babadeira e Diferentona. Em uma das postagens, o conteúdo de Cury alcançou mais de 860 mil curtidas e 38 mil comentários. A página Tricotei também postou sobre Cury.
Parte das postagens ocorreu antes de Cury aparecer em terceiro lugar nas pesquisas. As páginas chegaram a fazer outras menções a Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Lula (PT), mas em número menor que as publicações sobre Cury.
Outros candidatos como Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) não aparecem nas postagens dos perfis. Renan Santos (Missão) apareceu apenas uma vez na última semana, quando a notícia da bloqueio de suas redes sociais pelo ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Dias Toffoli, veio à tona.
“São milhares de pessoas fazendo posts, talvez milhões. Está ocorrendo um movimento que nós não temos controle. Foi completamente espontâneo e maravilhoso, então tenha certeza disso. Todas as pessoas que impulsionam, impulsionam porque o faz de coração”, afirmou Cury.
No último dia 23 de agosto, antes do debate entre os presidenciáveis da TV Band, Cury também fez uma transmissão ao vivo em colaboração com o influenciador Pablo Marçal.
O pagamento de perfis para postagens de campanha é proibido pela legislação eleitoral. Questionado pelo SBT News, o Ministério Público Eleitoral disse que “está acompanhando o decorrer do processo eleitoral e não antecipa posicionamentos que podem ser tema de discussão processual”.




















