Candidatos aproveitam crise para defender limitação do STF
Ronaldo Caiado afirmou que o ministro Alexandre de Moraes precisa deixar cargo na Corte

Daniel Vorcaro e Alexandre de Moraes | Reprodução -- Rosinei Coutinho/STF
Candidatos à Presidência aproveitaram as novas revelações envolvendo o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro para defender medidas que limitem a atuação dos magistrados da Corte, além da garantia de investigação e punição daqueles que cometem crimes.
O candidato do PSD, Ronaldo Caiado, disse nas redes sociais que Vorcaro "contaminou todos os Poderes" e destacou que quem usou do poder político para tentar blindar o banqueiro, deve explicações, seja um “ministro do STF ou um senador”, em referência não apenas a Moraes, mas também a Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência. Caiado defendeu, inclusive, que Alexandre de Moraes deixe o cargo.
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“O ministro Alexandre de Moraes não tem a menor condição de continuar à frente do Supremo Tribunal Federal. A conivência vivida entre os dois o desqualifica para a função de ministro do Supremo. O colegiado deverá se reunir e dar uma satisfação à população”, afirmou Caiado.
Caiado também criticou decisões monocráticas da corte. “Sempre é um exagero decisões monocráticas. Se você está num colegiado, se exige a consulta a todos os membros do colegiado”, disse ao responder sobre o bloqueio temporário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) às redes sociais do candidato Renan Santos (Missão).
O presidenciável do Novo, Romeu Zema, também entrou no tema. Disse que Alexandre de Moraes é um 'projetinho de ditador' e merece ir para a cadeia. “Nós sabemos que o Supremo no Brasil hoje é uma instituição desacreditada, até porque alguns ministros lá estenderam o tapete vermelho para o banqueiro bandido Vorcaro, fizeram negócios com esse bandido”, disse.
O candidato do Avante à Presidência, Augusto Cury, por sua vez, afirmou que ministros do STF precisam ter mandatos e não cargos vitalícios. “Temos de romper com isso. Eu tenho o respeito de vários ministros do Supremo, mas sou o único que fala isso”, afirmou.





















