Política

Alcolumbre deve tratar pautas-bomba com cautela

Presidente do Senado cobra governistas que votaram favoravelmente às propostas

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Victoria Abel
Presidente do Congresso e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) | Divulgação/Waldemir Barreto/Agência Senado

Presidente do Congresso e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) | Divulgação/Waldemir Barreto/Agência Senado

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), afirmou a aliados que pretende tratar as chamadas pautas-bomba com cautela, sem pressa e com diálogo. Alcolumbre ainda destacou a responsabilidade de governistas que pressionam pelo piso salarial de determinadas categorias e cobra um posicionamento mais enfático do governo diante de sua própria base.

A ideia, de acordo com líderes próximos ao presidente do Senado, é levar o tema a discussão em reuniões de líderes. Além disso, as próximas duas semanas devem ser de sessões remotas, levando em conta Copa do Mundo e festejos juninos no Nordeste. De acordo com senadores, Alcolumbre não irá pautar temas complexos em sessões híbridas.

Duas das pautas-bomba aprovadas na quarta-feira (10) foram pautadas em comissões da Casa. Aliados do presidente do Senado justificam que os colegiados tem autonomia para escolher os temas em tramitação.

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Alcolumbre, porém, segue com uma postura de responsabilidade fiscal, de acordo com senadores próximos. O presidente da Casa pontuou o tema em fala recente no plenário da Casa.

“No ano de eleição, isso aqui é muito complexo. Porque o que eu botar para votar, todo mundo vai votar 'sim' por conta da eleição, e vai ter que arrumar 'dez Brasis' para pagar”, disse Alcolumbre na terça-feira em plenário.

Uma das matérias aprovadas na Comissão de Constituição e Justiça do Senado foi a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê reajuste de aposentadorias de agentes de saúde, além da garantia de integralidade salarial. A matéria segue para o plenário do Casa e depende de decisão de Alcolumbre para ser colocada em votação.

Já a Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado aprovou projeto de lei que aumenta o piso salarial de médicos e cirurgiões-dentistas para R$ 13,6 mil para jornada de 20 horas semanais. A matéria tinha caráter terminativo e segue para a Câmara.

Ambas as propostas tiveram o apoio e a colaboração de governistas para serem aprovadas. A base do governo ainda pede que seja pautado, por exemplo, um outro projeto de reajuste no piso salarial para garis.

Na quarta-feira, Alcolumbre chegou a pautar em plenário a proposta de renegociação de dívidas rurais, com impacto que pode chegar a R$ 140 bilhões. A justificativa de aliados do presidente, no entanto, é de que a matéria já estava acordada anteriormente.

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