Lula 4: Minuta de programa critica Trump e exalta soberania
Diretriz de documento que guiará campanha à reeleição chama Flávio Bolsonaro de ‘Bolsonarinho’ e diz que senador é entreguista


Presidente Lula participa da cerimônia de 100 dias do Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio | Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil - 20.05.2026
A minuta para o programa de governo do presidente Lula (PT) chama o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de “bolsonarinho”, afirma que o principal adversário do petista é “pouco produtivo” e traz críticas ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusado no documento de tentar impor “uma hegemonia predatória ao mundo”.
O documento, ao qual o SBT News teve acesso, foi elaborado pela Fundação Perseu Abramo e repassada por Sergio Gabrielli, coordenador do próximo programa de governo, para dirigentes partidários e representantes de fundações. A ideia é que os aliados analisem o material e apresentem sugestões.
Questionada, a presidência do PT informou que o documento ainda é preliminar e deve sofrer alterações. Nesta sexta-feira (29), o partido vai lançar uma plataforma digital para colher contribuições da sociedade e de aliados políticos para a formulação do programa de governo para um eventual quarto mandato de Lula. Em julho serão apresentados relatórios a partir das propostas debatidas.
Na versão preliminar elaborada por Gabrielli, o material tem início com um sobrevoo sobre o governo de Jair Bolsonaro (PL), apontado como uma gestão que deixou uma “herança de destruição”. Na sequência, há críticas ao pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro.
“Não nos iludimos. O Flávio é Bolsonaro, genética e politicamente. Os bolsonaristas, como o pai, não acreditam em vacinas. O Bolsonarinho diz que toma vacinas para aparecer como não negacionista. Engana somente poucos. Como o pai, o Bolsonaro filho quer destruir as conquistas das políticas sociais brasileiras”, diz a minuta.
Trump: ‘ordem baseada na força’
O material elaborado pela Perseu Abramo também diz que Flávio Bolsonaro é “entreguista”, “faz loas aos Estados Unidos” e apoia o presidente Donald Trump “mesmo contra os interesses da pátria brasileira”. Nesta terça-feira (26), o senador teve um encontro com o mandatário republicano na Casa Branca no qual disse ter discutido tarifas, minerais críticos e segurança pública.
Já sobre o presidente norte-americano, a minuta aponta que o governo Lula conseguiu “enfrentar bem o desafio representado pela ascensão do novo governo Trump, que intenta impor uma hegemonia predatória ao mundo, procurando erguer uma ordem baseada unicamente na força”.
O documento acrescenta que Trump “intenta romper totalmente com o multilateralismo e com o direito internacional, inclusive com as regras do comércio” firmadas na Organização Mundial do Comércio.
A proposta para o plano de governo de Lula ainda aponta a soberania, um dos principais motes da campanha à reeleição, entre os princípios que não estão abertos ao debate.
"Temos também um compromisso inquebrantável com o Brasil altivo, independente e soberano. Ao contrário de outros, não queremos que o nosso país seja quintal de ninguém. Não queremos um Brasil submisso a nenhum outro país”, pontua o documento.


























