Política

”Se negar extradição, acabou”, diz defesa de Zambelli

Procuradoria italiana se opôs a segundo pedido de extradição de ex-deputada federal e viu manobra do governo brasileiro; decisão final deve sair hoje

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Basília Rodrigues
Carla Zambelli (PL-SP) | Divulgação/Bruno Spada/Câmara dos Deputados

Carla Zambelli (PL-SP) | Divulgação/Bruno Spada/Câmara dos Deputados

A Procuradoria-Geral da Itália se manifestou, nesta quarta-feira (1), contra o segundo pedido de extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli, formulado pelo governo brasileiro. Ainda falta decisão da Corte de Cassação, o que pode ocorrer ainda nesta tarde (1º).

A defesa alegou que se tratava de manobra para cumprir pena de crime que já foi negada extradição. A procuradoria concordou.

“Se negar extradição, acabou. Se aceitar, a gente ainda tem que esperar um parecer do Ministério da Justiça (da Itália). Mas há 20 anos a Itália não extradita um nacional, estamos confiantes”, afirmou à coluna o advogado Fábio Pagnozzi.

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Durante a audiência sobre o caso mais cedo, falaram a procuradoria italiana e a defesa de Zambelli.

A procuradoria, que tem o papel de apontar acusações, concordou com os advogados e entendeu que Zambelli tinha porte de arma no Brasil e reagiu à ofensa.

A ex-deputada é condenada no Brasil por porte ilegal de arma e constrangimento ilegal no episódio em que perseguiu e apontou uma arma contra um homem negro por provocações políticas. A situação ocorreu às vésperas do segundo turno das eleições de 2022.

Em junho, a justiça italiana negou o primeiro pedido de extradição com base na condenação de Zambelli por invasão hacker de sistemas públicos no Brasil.

O Brasil, que cobra a extradição de Zambelli, é representado no processo pela Advocacia-Geral da União (AGU). Advogados italianos também foram contratados, segundo apurou a coluna, para atuarem em nome do estado brasileiro na corte.

Carla Zambelli perseguiu homem negro com arma em punho | Reprodução
Carla Zambelli perseguiu homem negro com arma em punho | Reprodução

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