Flávio abre campanha com ataques ao governo: "Culpa do Lula"
Em ato inaugural da candidatura à Presidência, senador também fez homenagens ao pai e à esposa, defendeu Gaspar e apresentou propostas
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Felipe Moraes
Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no ato inaugural de campanha | Reprodução/YouTube
Flávio Bolsonaro (PL-RJ) concentrou ataques ao atual governo federal no ato inaugural de sua candidatura à Presidência em comício neste domingo (16) na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro. Enumerando problemas sociais como endividamento das famílias e violência contra as mulheres, repetiu a frase "a culpa é do Lula" e o que deve virar um dos slogans do senador até outubro: "Lula é o caloteiro da esperança".
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"O governo está endividando o país e junto as famílias brasileiras. Um governo que a todo momento mete imposto no lombo povo pra aumentar arrecadação e, com isso, aumentar sua receita e gastar ainda mais. Consequência é inflação, endividamento. Você que está endividado... Quem aí está ou conhece alguém? Essa dívida não é sua, é do Lula", discursou a apoiadores.
"Quando a caixa de Bis passa de 20 chocolates pra 16, quando o rolo de papel higiênico passa de 40 metros pra 36, quando a dúzia de ovos passa pra dez, a culpa é do Lula", completou o parlamentar.
Flávio também usou o termo soberania, bastante utilizado por Lula em discursos sobre tarifaço e contra possível interferência dos Estados Unidos na política brasileira, para falar de segurança pública.
"O atual governo briga com todo mundo, mas briga com quem está longe. Briga com países que estão a dez mil quilômetros. Mas o atual governo não briga com ladrão de celular, traficante, estuprador, assaltante, assassino. Você que anda na rua com medo, escondendo celular. Está no carro e fica olhando no retrovisor pra ver se alguém vai vir te assaltar. Nós perdemos nossa soberania", acrescentou.
"Não temos soberania sobre nosso celular, nosso carro. Você não tem mais sobre sua casa, na sua rua, sobre a sua vida. Eu te pergunto: quem tem soberania no Complexo do Alemão, o governo ou o Comando Vermelho? Um governo que não tem capacidade ou vontade de defender a soberania de quem mora no Brasil, não tem condições de manter a soberania sobre seu próprio território... Ou está fechado com o crime organizado ou é muito incompetente", opinou.
Homenagens ao pai e à esposa
Flávio iniciou discurso admitindo que quem foi ao comício em Copacabana estava "se lembrando de uma pessoa". "Eu sei que pareço com ele", disse, em referência a Jair, que segue preso por tentativa de golpe de Estado.
"Mas é difícil comparar o filho do Pelé com o Pelé. Estou aqui com toda humildade do mundo aceitando essa missão que o presidente Bolsonaro me passou", continuou, afirmando ser o candidato "preparado para enfrentar esse sistema podre".
"Não sei se vocês já perceberam, está todo mundo contra mim. Não sei qual o medo que eles têm dessa palavrinha mágica chamada Bolsonaro. Sempre disse que não precisa ter medo de Bolsonaro. Só precisa ter respeito. Porque hoje todo mundo vê que Bolsonaro nunca foi ameaça pra democracia, muito pelo contrário. Nós sempre fomos o último obstáculo pra que esse país não virasse uma ditadura de uma vez por todas", completou, convocando a plateia a gritar "volta, Bolsonaro".
Fernanda e Flávio Bolsonaro acenam para apoiadores no ato inaugural da campanha do candidato do PL à Presidência | Reprodução/YouTube
Na sequência, a esposa de Flávio, Fernanda Bolsonaro, escreveu, usando um batom, "o Brasil vai vencer" nas costas da camiseta de Flávio. "As mulheres vão ter mais oportunidades e segurança. Quando as mulheres vencem, a família toda vence", disse a dentista.
"Conseguiram fazer a Fernanda falar para milhares de pessoas", brincou o senador, classificando a esposa como sua "espinha dorsal". "Sem você, não conseguiria ficar de pé todos os dias e enfrentar as dificuldades e os desafios pra trabalhar pela nossa pátria amada."
O parlamentar aproveitou o palanque para sair em defesa do seu vice na chapa, o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL). Flávio destacou o currículo do colega como promotor de Justiça e secretário de Segurança Pública em Alagoas e chamou de "uma das maiores fake news que o país já viu" a acusação de estupro de vulnerável contra o colega.
"No dia que foi falsamente acusado, no seu relatório [da CPMI do INSS] pediu a prisão do Lulinha por ter roubado dinheiro dos aposentados", disse o senador, citando o parecer não aprovado da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito que investigou fraudes em aposentadorias e pensões.
À época, no fim de março, Gaspar se envolveu em uma confusão com Lindbergh Farias (PT-RJ) durante o encerramento da CPMI, com troca de xingamentos e ofensas. O petista e a senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) disseram após a sessão, em coletiva, que haviam recebido uma denúncia de estupro envolvendo o deputado. O caso foi parar no STF, com acusações mútuas de calúnia, e está sob relatoria do ministro Gilmar Mendes.
Propostas para mulheres e empresariado
Ao fim do discurso, Flávio Bolsonaro listou algumas de suas principais propostas de governo para "tirar o Brasil do vermelho".
O senador afirmou que, se eleito, fará um "tesouraço" nas contas públicas a partir de janeiro de 2027, realizando cortes "nos impostos, na corrupção, na burocracia e nos carguinhos dos petistas que estão lá [em Brasília] mamando na teta".
Como já anunciou anteriormente, quando lançou plano para a segurança pública, reiterou que pretende classificar as facções Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) e milícias como organizações terroristas, endurecer penas por estupro e roubo de celular e reduzir maioridade penal para 16 anos.
Em aceno às mulheres, propôs a criação de um voucher para que mães possam deixar filhos em creches privadas quando estiverem no trabalho e mudança no currículo escolar, "pra que [as crianças] aprendam algo de útil".
Flávio também falou em "trazer o setor privado pra dentro das universidades", com parcerias nas áreas de desenvolvimento, pesquisa e tecnologia, e mencionou o programa Minha Primeira Empresa, voltado ao empreendedorismo.
O candidato do PL ainda anunciou planos como a elaboração de um protocolo eletrônico para unificar sistemas de saúde público e privado, atualização da tabela do SUS e "o maior programa de mobilidade social que esse mundo já viu".
Na única menção ao STF, disse que poderá indicar quatro ministros para o Supremo Tribunal Federal. "Homens e mulheres que serão contra o aborto, contra a liberação das drogas, que não vão perseguir adversários, que voltarão a respeitar a Constituição, que darão segurança jurídica ao nosso país", seguiu.
Flávio ainda disse que conseguirá "fazer os melhores acordos comerciais pelo bem da nossa nação" porque se vê como único candidato "que tem capacidade de resgatar credibilidade perante o mundo" e "pode sentar com Estados Unidos, China, Israel, Oriente Médio, Índia e Argentina" para negociar.
Flávio abre campanha com ataques ao governo: "Culpa do Lula"Em ato inaugural da candidatura à Presidência, senador também fez homenagens ao pai e à esposa, defendeu Gaspar e apresentou propostasPolítica2026-08-16T16:46:59.788ZFlávio Bolsonaro (PL-RJ) concentrou ataques ao atual governo federal no ato inaugural de sua candidatura à Presidência em comício neste domingo (16) na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro. Enumerando problemas sociais como endividamento das famílias e violência contra as mulheres, repetiu a frase "a culpa é do Lula" e o que deve virar um dos slogans do senador até outubro: "Lula é o caloteiro da esperança". 📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! e siga o canal do SBT News. "O governo está endividando o país e junto as famílias brasileiras. Um governo que a todo momento mete imposto no lombo povo pra aumentar arrecadação e, com isso, aumentar sua receita e gastar ainda mais. Consequência é inflação, endividamento. Você que está endividado... Quem aí está ou conhece alguém? Essa dívida não é sua, é do Lula", discursou a apoiadores. "Quando a caixa de Bis passa de 20 chocolates pra 16, quando o rolo de papel higiênico passa de 40 metros pra 36, quando a dúzia de ovos passa pra dez, a culpa é do Lula", completou o parlamentar. Flávio também usou o termo soberania, bastante utilizado por Lula em discursos sobre tarifaço e contra possível interferência dos Estados Unidos na política brasileira, para falar de segurança pública. "O atual governo briga com todo mundo, mas briga com quem está longe. Briga com países que estão a dez mil quilômetros. Mas o atual governo não briga com ladrão de celular, traficante, estuprador, assaltante, assassino. Você que anda na rua com medo, escondendo celular. Está no carro e fica olhando no retrovisor pra ver se alguém vai vir te assaltar. Nós perdemos nossa soberania", acrescentou. "Não temos soberania sobre nosso celular, nosso carro. Você não tem mais sobre sua casa, na sua rua, sobre a sua vida. Eu te pergunto: quem tem soberania no Complexo do Alemão, o governo ou o Comando Vermelho? Um governo que não tem capacidade ou vontade de defender a soberania de quem mora no Brasil, não tem condições de manter a soberania sobre seu próprio território... Ou está fechado com o crime organizado ou é muito incompetente", opinou. Homenagens ao pai e à esposa Flávio iniciou discurso admitindo que quem foi ao comício em Copacabana estava "se lembrando de uma pessoa". "Eu sei que pareço com ele", disse, em referência a Jair, que segue preso por tentativa de golpe de Estado. "Mas é difícil comparar o filho do Pelé com o Pelé. Estou aqui com toda humildade do mundo aceitando essa missão que o presidente Bolsonaro me passou", continuou, afirmando ser o candidato "preparado para enfrentar esse sistema podre". "Não sei se vocês já perceberam, está todo mundo contra mim. Não sei qual o medo que eles têm dessa palavrinha mágica chamada Bolsonaro. Sempre disse que não precisa ter medo de Bolsonaro. Só precisa ter respeito. Porque hoje todo mundo vê que Bolsonaro nunca foi ameaça pra democracia, muito pelo contrário. Nós sempre fomos o último obstáculo pra que esse país não virasse uma ditadura de uma vez por todas", completou, convocando a plateia a gritar "volta, Bolsonaro". Na sequência, a esposa de Flávio, Fernanda Bolsonaro, escreveu, usando um batom, "o Brasil vai vencer" nas costas da camiseta de Flávio. "As mulheres vão ter mais oportunidades e segurança. Quando as mulheres vencem, a família toda vence", disse a dentista. "Conseguiram fazer a Fernanda falar para milhares de pessoas", brincou o senador, classificando a esposa como sua "espinha dorsal". "Sem você, não conseguiria ficar de pé todos os dias e enfrentar as dificuldades e os desafios pra trabalhar pela nossa pátria amada." O parlamentar aproveitou o palanque para sair em defesa do seu vice na chapa, o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL). Flávio destacou o currículo do colega como promotor de Justiça e secretário de Segurança Pública em Alagoas e chamou de "uma das maiores fake news que o país já viu" a acusação de estupro de vulnerável contra o colega. "No dia que foi falsamente acusado, no seu relatório [da CPMI do INSS] pediu a prisão do Lulinha por ter roubado dinheiro dos aposentados", disse o senador, citando o parecer não aprovado da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito que investigou fraudes em aposentadorias e pensões. À época, no fim de março, Gaspar se envolveu em uma confusão com Lindbergh Farias (PT-RJ) durante o encerramento da CPMI, com troca de xingamentos e ofensas. O petista e a senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) disseram após a sessão, em coletiva, que haviam recebido uma denúncia de estupro envolvendo o deputado. O caso foi parar no STF, com acusações mútuas de calúnia, e está sob relatoria do ministro Gilmar Mendes. Propostas para mulheres e empresariado Ao fim do discurso, Flávio Bolsonaro listou algumas de suas principais propostas de governo para "tirar o Brasil do vermelho". O senador afirmou que, se eleito, fará um "tesouraço" nas contas públicas a partir de janeiro de 2027, realizando cortes "nos impostos, na corrupção, na burocracia e nos carguinhos dos petistas que estão lá [em Brasília] mamando na teta". Como já anunciou anteriormente, quando lançou plano para a segurança pública, reiterou que pretende classificar as facções Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) e milícias como organizações terroristas, endurecer penas por estupro e roubo de celular e reduzir maioridade penal para 16 anos. Em aceno às mulheres, propôs a criação de um voucher para que mães possam deixar filhos em creches privadas quando estiverem no trabalho e mudança no currículo escolar, "pra que [as crianças] aprendam algo de útil". Flávio também falou em "trazer o setor privado pra dentro das universidades", com parcerias nas áreas de desenvolvimento, pesquisa e tecnologia, e mencionou o programa Minha Primeira Empresa, voltado ao empreendedorismo. O candidato do PL ainda anunciou planos como a elaboração de um protocolo eletrônico para unificar sistemas de saúde público e privado, atualização da tabela do SUS e "o maior programa de mobilidade social que esse mundo já viu". Na única menção ao STF, disse que poderá indicar quatro ministros para o Supremo Tribunal Federal. "Homens e mulheres que serão contra o aborto, contra a liberação das drogas, que não vão perseguir adversários, que voltarão a respeitar a Constituição, que darão segurança jurídica ao nosso país", seguiu. Flávio ainda disse que conseguirá "fazer os melhores acordos comerciais pelo bem da nossa nação" porque se vê como único candidato "que tem capacidade de resgatar credibilidade perante o mundo" e "pode sentar com Estados Unidos, China, Israel, Oriente Médio, Índia e Argentina" para negociar.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/flavio-abre-campanha-com-ataques-ao-governo-culpa-do-lula