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O ato ocorreu no Estádio Municipal 1º de Maio, símbolo da trajetória sindical do petista e palco de mobilizações operárias lideradas por ele no fim dos anos 1970 e início dos anos 1980.
O evento reuniu apoiadores e militantes e foi marcado por uma produção voltada para imagens de mobilização. A campanha esperava entre 20 mil e 30 mil pessoas. A escolha do estádio também estabelece uma disputa simbólica com o ato de lançamento da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), realizado simultaneamente em Copacabana, no Rio de Janeiro.
Ao abordar sua trajetória pessoal, Lula atribuiu a chegada à Presidência pela terceira vez ao que chamou de “dedo de Deus”. O presidente também relembrou a morte da ex-mulher, Marisa Letícia, e agradeceu à atual esposa, a primeira-dama Janja Lula da Silva.
“Quando a Marisa morreu, pensei que era o fim da minha vida. Achei que o mundo tinha acabado”, afirmou.
Em seguida, dirigindo-se a Janja, disse que Deus a colocou em seu caminho para ajudá-lo a “continuar nessa luta e vencer as batalhas”.
Lula também afirmou ser grato por ter saído de uma origem humilde, não ter passado fome e ter chegado à Presidência da República três vezes.
“Só pode ser o dedo de Deus e a compreensão de vocês”, declarou.
Janja foi a primeira a discursar
Janja foi a primeira a falar no palco, em uma participação que buscou representar a presença feminina na campanha. A iniciativa ocorre após críticas feitas pelo presidente à falta de mulheres entre os principais oradores da convenção que oficializou a candidatura de Lula.
A primeira-dama também homenageou Marisa Letícia Lula da Silva. Segundo a primeira-dama, embora Marisa não estivesse na fábrica ou na liderança sindical, ela desempenhava um papel importante nos bastidores das mobilizações ao lado dos trabalhadores.
“Foi ela quem bordou a primeira bandeira do PT”, afirmou Janja, ao destacar a participação da ex-mulher de Lula na história do partido.
A primeira-dama ainda protagonizou um momento descontraído durante o ato ao cantar o jingle da campanha ao lado de um cantor gospel.
Minerais críticos e disputa entre EUA e China
Lula ainda destacou a importância dos chamados minerais críticos e terras raras para o futuro da indústria brasileira. O presidente citou a disputa entre China e Estados Unidos pelo controle dessas cadeias produtivas e afirmou que o Brasil não deve se alinhar automaticamente a nenhum dos dois países.
Segundo Lula, o objetivo é evitar a exportação dos minerais em estado bruto e ampliar a industrialização dentro do país. Ele citou a produção de celulares, chips e baterias como exemplos de produtos que poderiam ser fabricados a partir desses recursos.
“Nós não queremos exportar o mineral bruto para depois comprar as coisas prontas”, afirmou.
Lula também disse que o Brasil não deve permitir que empresas estrangeiras explorem os recursos sem que os benefícios permaneçam no país.
“Nós é que vamos explorar em benefício do povo brasileiro”, declarou.
O tema se conecta à defesa da soberania nacional que deve fazer parte da estratégia de comunicação do PT durante a campanha, especialmente diante das tensões comerciais e diplomáticas envolvendo o governo dos Estados Unidos.
Segurança, educação e indústria
Na área de segurança pública, Lula defendeu a criação de um Ministério da Segurança Pública caso seja aprovada a proposta de emenda à Constituição sobre o tema. O presidente afirmou que é necessário combater não apenas criminosos que atuam diretamente nas comunidades, mas também os responsáveis por comandar organizações criminosas.
Lula também disse querer ampliar as escolas de tempo integral. Segundo ele, o modelo pode beneficiar estudantes e permitir que pais e mães trabalhem enquanto os filhos permanecem na escola.
Ao falar sobre educação, o presidente citou ainda a necessidade de ensinar desde cedo princípios de igualdade entre homens e mulheres e questões relacionadas à preservação ambiental.
Na área industrial, Lula mencionou a Nova Indústria Brasil e afirmou que o programa recebeu investimentos próximos de R$ 800 bilhões. Também disse que a indústria brasileira cresceu 3,4% durante seu governo, segundo os números apresentados no discurso.
Comparação com governo Bolsonaro
O candidato à reeleição também comparou os resultados de seu governo e os da administração de Jair Bolsonaro.
Lula pediu que militantes estejam preparados para apresentar números e comparar os dois governos durante a campanha. Entre os indicadores citados pelo presidente estão inflação, desemprego, geração de empregos, crescimento econômico e resultado fiscal.
Segundo os números apresentados por Lula, a inflação teria sido de 6,2% no governo anterior e de 4,5% no atual. O presidente também afirmou que o desemprego chegou a 5,4% em sua gestão e comparou a geração de empregos: seis milhões no período anterior contra 10 milhões durante seu mandato.
Lula ainda citou crescimento econômico de 1,4% no governo Bolsonaro contra 3% no atual e afirmou que o resultado fiscal teria passado de um déficit de 2,8% para 0,5%.
Os números foram apresentados pelo próprio presidente durante o discurso como argumentos para diferenciar as duas gestões.
Pedido de voto para Haddad
Ao final do ato, Lula pediu votos para Fernando Haddad (PT), candidato ao governo de São Paulo. O presidente também defendeu a eleição de candidatos aliados ao Senado e à Câmara dos Deputados.
Lula afirmou que a eleição de uma maioria no Congresso será necessária para que seu eventual segundo mandato tenha condições de implementar as propostas apresentadas pela campanha.
O pedido de votos para aliados amplia o caráter eleitoral do ato e mostra que a estratégia do PT não está concentrada apenas na disputa presidencial, mas também na formação de uma base política no Legislativo e nos governos estaduais.
Próximos passos da campanha
Após o ato em São Bernardo do Campo, Lula deve retornar a Brasília e manter a agenda presidencial durante a semana, concentrando parte das viagens eleitorais nos fins de semana.
A campanha prevê novas agendas em Minas Gerais e no Rio de Janeiro nos próximos dias. A intenção é manter uma estratégia de exposição controlada, com eventos organizados pela própria campanha e foco nas principais bandeiras do governo.
O primeiro ato, portanto, combinou elementos biográficos e simbólicos — como o retorno à Vila Euclides e as referências a Deus e a Marisa — com a defesa dos resultados do governo, a comparação com Jair Bolsonaro e a apresentação de temas que devem ocupar espaço na campanha, como indústria, segurança, educação e soberania nacional.
Com estádio cheio, Janja canta, Lula cita Deus e rebate EUAEm primeiro ato de campanha, petista relembra Marisa, exalta resultados do governo e pede votos para Haddad e aliadosPolítica2026-08-16T16:39:48.216ZO em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, onde relembrou sua trajetória política e afirmou que chegar pela terceira vez à Presidência só pode ser explicado pelo “dedo de Deus”. 📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! e siga o canal do SBT News. O ato ocorreu no Estádio Municipal 1º de Maio, símbolo da trajetória sindical do petista e palco de mobilizações operárias lideradas por ele no fim dos anos 1970 e início dos anos 1980. O evento reuniu apoiadores e militantes e foi marcado por uma produção voltada para imagens de mobilização. A . A escolha do estádio também estabelece uma disputa simbólica com o ato de lançamento da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), realizado simultaneamente em Copacabana, no Rio de Janeiro. A estratégia adotada por Lula no primeiro ato foi de evitar confrontos mais diretos e polêmicas. O e na comparação com a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). “Só pode ser o dedo de Deus" Ao abordar sua trajetória pessoal, Lula atribuiu a chegada à Presidência pela terceira vez ao que chamou de “dedo de Deus”. O presidente também relembrou a morte da ex-mulher, Marisa Letícia, e agradeceu à atual esposa, a primeira-dama Janja Lula da Silva. “Quando a Marisa morreu, pensei que era o fim da minha vida. Achei que o mundo tinha acabado”, afirmou. Em seguida, dirigindo-se a Janja, disse que Deus a colocou em seu caminho para ajudá-lo a “continuar nessa luta e vencer as batalhas”. Lula também afirmou ser grato por ter saído de uma origem humilde, não ter passado fome e ter chegado à Presidência da República três vezes. “Só pode ser o dedo de Deus e a compreensão de vocês”, declarou. Janja foi a primeira a discursar Janja foi a primeira a falar no palco, em uma participação que buscou representar a presença feminina na campanha. A iniciativa ocorre após críticas feitas pelo presidente à falta de mulheres entre os principais oradores da convenção que oficializou a candidatura de Lula. A primeira-dama também homenageou Marisa Letícia Lula da Silva. Segundo a primeira-dama, embora Marisa não estivesse na fábrica ou na liderança sindical, ela desempenhava um papel importante nos bastidores das mobilizações ao lado dos trabalhadores. “Foi ela quem bordou a primeira bandeira do PT”, afirmou Janja, ao destacar a participação da ex-mulher de Lula na história do partido. A primeira-dama ainda protagonizou um momento descontraído durante o ato ao cantar o jingle da campanha ao lado de um cantor gospel. Minerais críticos e disputa entre EUA e China Lula ainda destacou a importância dos chamados minerais críticos e terras raras para o futuro da indústria brasileira. O presidente citou a disputa entre China e Estados Unidos pelo controle dessas cadeias produtivas e afirmou que o Brasil não deve se alinhar automaticamente a nenhum dos dois países. Segundo Lula, o objetivo é evitar a exportação dos minerais em estado bruto e ampliar a industrialização dentro do país. Ele citou a produção de celulares, chips e baterias como exemplos de produtos que poderiam ser fabricados a partir desses recursos. “Nós não queremos exportar o mineral bruto para depois comprar as coisas prontas”, afirmou. Lula também disse que o Brasil não deve permitir que empresas estrangeiras explorem os recursos sem que os benefícios permaneçam no país. “Nós é que vamos explorar em benefício do povo brasileiro”, declarou. O tema se conecta à defesa da soberania nacional que deve fazer parte da estratégia de comunicação do PT durante a campanha, especialmente diante das tensões comerciais e diplomáticas envolvendo o governo dos Estados Unidos. Segurança, educação e indústria Na área de segurança pública, Lula defendeu a criação de um Ministério da Segurança Pública caso seja aprovada a proposta de emenda à Constituição sobre o tema. O presidente afirmou que é necessário combater não apenas criminosos que atuam diretamente nas comunidades, mas também os responsáveis por comandar organizações criminosas. Lula também disse querer ampliar as escolas de tempo integral. Segundo ele, o modelo pode beneficiar estudantes e permitir que pais e mães trabalhem enquanto os filhos permanecem na escola. Ao falar sobre educação, o presidente citou ainda a necessidade de ensinar desde cedo princípios de igualdade entre homens e mulheres e questões relacionadas à preservação ambiental. Na área industrial, Lula mencionou a Nova Indústria Brasil e afirmou que o programa recebeu investimentos próximos de R$ 800 bilhões. Também disse que a indústria brasileira cresceu 3,4% durante seu governo, segundo os números apresentados no discurso. Comparação com governo Bolsonaro O candidato à reeleição também comparou os resultados de seu governo e os da administração de Jair Bolsonaro. Lula pediu que militantes estejam preparados para apresentar números e comparar os dois governos durante a campanha. Entre os indicadores citados pelo presidente estão inflação, desemprego, geração de empregos, crescimento econômico e resultado fiscal. Segundo os números apresentados por Lula, a inflação teria sido de 6,2% no governo anterior e de 4,5% no atual. O presidente também afirmou que o desemprego chegou a 5,4% em sua gestão e comparou a geração de empregos: seis milhões no período anterior contra 10 milhões durante seu mandato. Lula ainda citou crescimento econômico de 1,4% no governo Bolsonaro contra 3% no atual e afirmou que o resultado fiscal teria passado de um déficit de 2,8% para 0,5%. Os números foram apresentados pelo próprio presidente durante o discurso como argumentos para diferenciar as duas gestões. Pedido de voto para Haddad Ao final do ato, Lula pediu votos para Fernando Haddad (PT), candidato ao governo de São Paulo. O presidente também defendeu a eleição de candidatos aliados ao Senado e à Câmara dos Deputados. Lula afirmou que a eleição de uma maioria no Congresso será necessária para que seu eventual segundo mandato tenha condições de implementar as propostas apresentadas pela campanha. O pedido de votos para aliados amplia o caráter eleitoral do ato e mostra que a estratégia do PT não está concentrada apenas na disputa presidencial, mas também na formação de uma base política no Legislativo e nos governos estaduais. Próximos passos da campanha Após o ato em São Bernardo do Campo, Lula deve retornar a Brasília e manter a agenda presidencial durante a semana, concentrando parte das viagens eleitorais nos fins de semana. A campanha prevê novas agendas em Minas Gerais e no Rio de Janeiro nos próximos dias. A intenção é manter uma estratégia de exposição controlada, com eventos organizados pela própria campanha e foco nas principais bandeiras do governo. O primeiro ato, portanto, combinou elementos biográficos e simbólicos — como o retorno à Vila Euclides e as referências a Deus e a Marisa — com a defesa dos resultados do governo, a comparação com Jair Bolsonaro e a apresentação de temas que devem ocupar espaço na campanha, como indústria, segurança, educação e soberania nacional.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/com-estadio-cheio-janja-canta-lula-cita-deus-e-rebate-eua