Eleições

Nunes Marques prevê judicialização de resultados: “tradição”

Presidente do TSE afirmou que contestações por candidatos devem se concentrar em casos de abuso de poder e não na segurança das urnas eletrônicas

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Ighor Nóbrega
O presidente do TSE, Nunes Marques, votou mais cedo em Brasília | Antonio Augusto/TSE

O presidente do TSE, Nunes Marques, votou mais cedo em Brasília | Antonio Augusto/TSE

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kássio Nunes Marques, disse neste domingo (4) que a judicialização do resultado das eleições é uma “tradição” da política brasileiro e que a Justiça está preparada para analisar eventuais contestações ao processo eleitoral deste ano.

"Há uma tradição na Justiça brasileira de judicialização, então é de se esperar que os candidatos, não só à Presidência, batam às portas da Justiça com seus questionamentos”, declarou o ministro na sede do tribunal.

Nunes Marques esclareceu que essas possíveis indagações devem se concentrar em denúncias de abuso de poder político e econômico. Ele assegurou que o tema da segurança das urnas eletrônicas não estará em foco.

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“O que a Justiça eleitoral aguarda são casos relacionados a abuso de poder político e econômico, mas bom que se diga que, em relação ao sistema eletrônico de votação, estamos confiantes que não teremos do que se queixar”, completou.

Nunes Marques reforçou a confiabilidade do sistema de votação brasileiro e destacou o processo de lacração e atualização dos sistemas das urnas. Segundo o magistrado, tudo foi preparado para culminar na “festa da democracia".

O presidente do TSE disse que o funcionamento das urnas ocorre sem intercorrências e que as unidades que apresentaram problemas técnicos já foram substituídas, sem prejuízos à totalização dos votos.

Dados da eleição

Durante a coletiva de imprensa, o presidente do TSE divulgou números parciais do processo de votação pelo país:

  • 1121 urnas substituídas (cerca de 0,2% do total);
  • 12 milhões de e-títulos baixados neste fim de semana;
  • 15 milhões de consultas dos locais de votação;
  • 2 mil eleitores com mobilidade reduzida transportados aos locais de votação;
  • 143 ocorrências relacionadas à desinformação (2,8 mil desde 16 de agosto);
  • 94 cidades com oscilação ou falta de energia (140 no início da votação);
  • 59 pessoas conduzidas por suspeitas de crimes eleitorais (25 em flagrante);
  • R$ 380 mil apreendidos (mais de R$ 30 milhões em 2026).

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