Mendonça pode rever prisões do caso INSS de não indiciados
Equipe de Mendonça iniciou avaliação de pedidos de investigados, após PF informar lista de indiciamentos

O ministro do STF André Mendonça | Luiz Silveira/STF
O gabinete do ministro André Mendonça iniciou um pente fino na situação de investigados e indiciados pela Polícia Federal por envolvimento na fraude do INSS. O caso reúne dezenas de investigados, alguns presos, mas nem todos entraram na lista da PF de indiciamentos.
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O indiciamento marca a conclusão da investigação, como o nome diz, quando a polícia chega aos indícios de culpa.
Por isso, não está descartado que Mendonça atenda pedidos feitos pela defesa de quem apareceu na investigação mas não foi indiciado, como a flexibilização de medidas restritivas, incluindo até revisão de prisões.
A possibilidade de reanálise da situação, porém, não deve alcançar figuras centrais que aparecem em mais de um inquérito do INSS, como o ex-presidente do instituto, Alessandro Stefanutto, o ex-procurador-geral, Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho e o ex-diretor de benefícios do órgão, André Paulo Félix Fidelis. O mesmo valeria para o empresário Antônio Camilo, o careca do INSS.
Já o filho de Antônio, Romeu Carvalho Antunes, que está preso há 9 meses, não consta na lista de indiciados e está entre os exemplos de quem pode ser liberado neste novo momento do processo.
A PF já concluiu dois inquéritos do caso INSS. O primeiro reúne 48 indiciados ligados ao suposto esquema com a Confederação Nacional de Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer). E o segundo trouxe indiciamento de 6 pessoas, algumas repetidas, ligadas à fraude no INSS com a Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares (Contag).
No fim de 2025, o ministro autorizou várias prisões e decidiu mantê-las, apesar das pressões, enquanto aguardava o avanço das investigações. Como o SBT News divulgou, Mendonça evitou entrar em recesso na passagem para 2026, para que os pedidos não ficassem sob análise de outro ministro de plantão.






















